Livrai-nos da guerra

"Este conjunto documental é um monumento de informação"

O testemunho dos intervenientes na Grande Reportagem. Marco Daniel Duarte, diretor do Departamento de Estudos do Santuário de Fátima

As caixas com mensagens dirigidas à Senhora de Fátima, já catalogadas, preenchem 350 metros lineares de estantes no arquivo do Santuário. Mas há milhares ainda por organizar. "Esta é a única prova documental da intimidade da devoção", realça o diretor do Departamento de Estudos do Santuário de Fátima, admitindo que se discuta "se é legítimo ou não podermos ler o que está ali, quando aquele desabafo é entre a pessoa e a entidade a quem ela se dirige, no caso a Senhora de Fátima".

Após consulta de especialistas e demorada reflexão, o Santuário entendeu que devia disponibilizar esta documentação a investigadores, sob condições e normas definidas para este tipo de consultas. Marco Daniel Duarte sintetiza os argumentos para abertura do arquivo: "A história das mentalidades só pode ser feita a partir deste tipo de registos e este conjunto documental é um monumentro de informação" para o estudo da devoção e respetivo impacto na construção social e na compreensão do sentimento religioso.


Noutros locais de culto e peregrinação, as mensagens devocionais são publicadas ou destruídas. O santuário de Fátima entendeu que devia preservá-las no Arquivo ao longo de décadas. Os arquivistas chamam a este espólio o "Correio de Nossa Senhora". Tem já quase oito milhões de mensagens, sobretudo em formato de cartas, dirigidas à "Senhora de Fátima".


Revela a relação íntima dos devotos com a dimensão maternal do transcendente, numa tradição que está em crescimento e obriga os responsáveis do santuário a fazer nova reflexão sobre o destino a dar às mensagens recebidas. Se em 1967, no 50º aniversário dos acontecimentos de Fátima, houve mensagens para encher poucas caixas de documentação, em 2017, no centenário, encheram-se quase 237 caixas com cerca de 800 mil registos de devotos, 10% do total até agora reunido...

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