Match Point

Agora? É só esperar pelos sorteios…

Às terças e sextas o futebol marca presença maioritária no Match Point, mas o Desporto em geral terá sempre aqui o seu espaço. Na escrita de José Manuel Freitas.

O futebol faz parte da minha vida. Podia dizer que quase desde o berço, ou não tivesse sido o meu Pai um jornalista dedicado, em largos períodos da sua brilhante carreira, a escrever, falar e relatar o futebol. Por mim, o gosto pelo jogo cresceu no dia em que um tio meu me levou pela mão a um estádio, aos 8/9 anos e a partir daí… são quase 60 anos a beber o jogo. Mas o futebol também tem sido madrasto para mim. Da mesma forma que me colocou na estrada da vida pessoas que muito me marcaram, também me tem levado muitas. Nos últimos dias/horas foram quatro de uma assentada: Diego Maradona, o maior futebolista que vi jogar, Vítor Oliveira, um Senhor neste mundo futebolístico feito de muita gente servil, Paolo Rossi, seguramente um dos maiores avançados do seu tempo, figura inesquecível do Mundial-82 e enorme representante de uma certa forma de conviver com o golo, e o Carlos Machado, o menos mediático de todos, seguramente, mas um Amigo de mais de 30 anos e enorme Jornalista – não estou aqui para lhe fazer o elogio fúnebre, porque o meu querido Machado continuará sempre aqui, bem perto de mim; como nos tempos em que vivemos belas jornadas com a camisola de “O Jogo”, onde estou agora de volta e me acolheu de braços abertos. Os braços do Machado!

QUE NYON NOS FAÇA SORRIR

Tenho a certeza de, esteja onde estiver, o Carlos Machado dará uma espreitadela, na segunda-feira, aos sorteios em Nyon, onde três equipas portuguesas vão conhecer os rivais nos oitavos de final de Liga dos Campeões e Liga Europa, depois de uma última jornada em que só os encarnados não venceram. Na Champions, onde chega, como tem sido hábito há um ror de anos, o FC Porto já sabe que há 7 “tubarões” à sua espera. E de tão fortes que são, nem vale a pena dizer “aquele não era mau de todo”: Bayern, Real Madrid, Juventus, Chelsea, Dortmund, PSG e At. Madrid. Um naipe de luxo, mas há uma certeza: os dragões nada têm a perder. E, assim, é esperar por aquilo que as bolas ditarão e olhar em frente com o “ADN” de sempre. Aquele que faz do FC Porto uma equipa especial na história da prova e do próprio futebol português.

Na Liga Europa, a tarefa de Benfica e Sp. Braga também é espinhosa. Podia ter sido um pouco mais aliviada se ambos os emblemas têm conquistado os respetivos grupos – quem mais perto disso esteve foi a equipa da Luz, mas três empates incompreensíveis deitaram tudo a perder -, mas ao não serem cabeças de série já sabem que vem aí “fruta” da cara. Vale a pena salientar, então, que Manchester United (de Bruno Fernandes), Tottenham (de José Mourinho), Shakhtar (de Luís Castro) ou Roma (de Paulo Fonseca) são alguns dos adversários possíveis. Mas há, também, Milan, Arsenal, Ajax ou Nápoles, com a garantia de que o Rangers não defrontará o Benfica e o Leicester os minhotos. Ou seja: é esperar e ver se é possível sorrir. Segunda-feira, lá pela hora do almoço, se saberá.

PONTO FINAL NA F1… COM HAMILTON

Cai o pano este fim de semana, no Abu Dhabi, sobre mais uma edição do Campeonato do Mundo de F1, seguramente o mais “esquisito” da história da mais importante competição automóvel, por força desse monstro que continua a importunar-nos, a Covid19. “Esquisito” por que só houve público em duas ou três corridas, também porque os problemas que se colocaram à organização de alguns países impediram que o calendário tivesse o curso normal.

Uma realidade que foi muito boa para o nosso País, pois a prova que teve lugar em Portimão fica na história. Pela realização, por ter tido público (a mais do que era permitido, diga-se também) e viu Lewis Hamilton chegar ao 7.º título mundial e tornar-se no piloto com mais vitórias em Gps (no Algarve chegou à vitória 92, hoje soma 95) – Hamilton que está de volta à competição, uma vez que testou negativo à Covid19 e vai poder voltar a pilotar o seu Mercedes ganhador, fazendo com que Russel reocupe o seu posto na Williams.

A próxima época já está desenhada – inicia-se a 21 de março, na Austrália, e termina, 23 corridas depois, no mesmo local onde termina agora, a 5 de dezembro, na presunção de que regressa a normalidade -, Portugal volta a não fazer parte do mapa e há várias mudanças já confirmadas numa série de equipas: Carlos Sainz troca a McLaren pela Ferrari, ocupando a vaga de Vettel, que ingressa na Force India; Ricciardo vai da Renault para a McLaren e o seu lugar será ocupado pelo ex-campeão mundial, que regressa dois anos depois, Fernando Alonso – é, também, a despedida oficial da marca francesa, que passará a chamar-se Alpine – e Mick Schumacher e Nikita Mazepin são reforços da Haas. Uma dúvida que ainda subsiste diz respeito à Red Bull, onde Sergio Pérez pode vir a ser parceiro de Verstappen.

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