Match Point

Cristiano Ronaldo na história do futebol!

Às terças e sextas o futebol marca presença maioritária no Match Point, mas o Desporto em geral terá sempre aqui o seu espaço. Na escrita de José Manuel Freitas.

No dia em que se soube que Cristiano Ronaldo está de regresso a Portugal, para com as cores da Juventus defrontar o FC Porto, nos oitavos de final da Liga dos Campeões – e esse será, segundo a minha perspetiva, o principal problema para os dragões, pois sendo verdade que os transalpinos possuem um plantel de luxo, é o craque luso quem resolve as grandes dificuldades, já que enquanto equipa as coisas estão longe de correr de feição e daí ser possível ao campeão nacional discutir de igual para igual a continuidade na competição -, a conceituada revista francesa “France Football” elegeu, com a participação de 140 jornalistas em todo o Mundo, o melhor onze da história do futebol e o capitão da Seleção Nacional foi eleito o melhor extremo esquerdo de todos os tempos.

Para quem tem no currículo cinco Bolas de Ouro, cinco Ligas dos Campeões, quatro Botas de Ouro e o título de campeão da Europa por Portugal esta distinção até pode não ter grande significado para muitos. Mas tem. Porque ao lado de CR7 neste onze de sonho (como a seguir se perceberá) está, de facto, a nata do maior espetáculo inventado pelo homem e restam poucas dúvidas (é o tal problema…) quanto pode ser influente um futebolista que já conta 35 anos, mas uma sede de conquistar troféus inesgotável. Sinal de que, felizmente para quem gosta do jogo, a possibilidade de chegar aos 40 anos não é assim tão despicienda.

UMA EQUIPA DE SONHO? E OS SUPLENTES?

Olhando os três “onzes” escolhidos – as escolhas podem merecer reparo, mas será sempre assim até ao final da existência humana -, enquanto português não posso deixar de assumir a minha surpresa por não ver em nenhuma das formações, no mínimo, mais dois nomes nacionais: Eusébio e Luís Figo. A maior figura do nosso futebol, até surgir CR7, foi Bola e Bota de Ouro (2), o antigo sportinguista conquistou o primeiro destes troféus pelo Real Madrid.

Insatisfação à parte, vamos lá à equipa principal: Yachine; Cafu, Beckenbauer e Maldini; Maradona, Xavi, Matthaus e Pelé; Messi, Ronaldo e Cristiano Ronaldo. Simplesmente de sonho… Mas a primeira suplente jogava com aquela de igual para igual: Buffon; Carlos Alberto, Baresi e Roberto Carlos; Zidane, Pirlo, Rijkaard e Di Stefano; Garrincha, Cruyff e Ronaldinho. E para a possibilidade de ter de atuar uma terceira equipa, a qualidade também seria acima da média: Neuer; Lahm, Sergio Ramos e Breitner; Platini, Neeskens, Didi e Iniesta; Best, Van Basten e Henry.

Ou seja: 33 nomes do melhor que o futebol já viu jogar, 33 nomes com peso capital na história do jogo, muitos deles responsáveis pela implantação da modalidade – a influência brasileira é notória, mas perfeitamente justificada -, mas ver o capitão de Portugal naquela que foi escolhida como a melhor equipa da história do futebol enche-nos de orgulho. E mesmo aqueles que olham para CR7 de soslaio, eventualmente invejosos pelo destaque que continuamente recebe, acho que podem fazer uma trégua e juntarem-se aos milhões que amam um dos melhores de todos os tempos.

CANDIDATO AO PRÉMIO “THE BEST”

A confirmar que continua aí para as curvas, Cristiano Ronaldo está, também, perante a possibilidade de receber mais duas distinções até ao final do ano. Primeiramente o prémio “The Best”, da responsabilidade da FIFA, que elege o melhor futebolista de 2020, que será conhecido já esta quinta-feira. O português integra o lote de três finalistas, juntamente com Lewandowski e Messi, à partida o polaco parece estar em vantagem, por ter ganho uma série de troféus, entre eles Liga dos Campeões e melhor futebolista da UEFA, mas com CR7 por perto tudo pode acontecer.

Mais tarde, no Dubai, no dia 27, é tempo de ser conhecido, no “Globe Dubai Soccer Awards” quem é o melhor jogador do século XXI, eleição da responsabilidade de oito milhões de adeptos que participaram na votação. Juntamente com CR7 são candidatos à distinção Messi, Ronaldinho e Salah. O que quer dizer… que sim, que é possível. Desta organização fazem parte, igualmente, a eleição do melhor treinador do século – Mourinho concorre com Guardiola, Zidane e Ferguson – e do maior empresário, tendo Jorge Mendes por rivais Giovanni Branchini e Mino Raiola.

É por esta sempre na discussão destes prémios, resultado do futebol que continua a jogar, que Cristiano Ronaldo é o principal problema para o FC Porto no regresso da Champions. É que se o número 7 da equipa italiana defendesse um outro emblema, a possibilidade de os dragões seguirem em frente era bem maior. Mesmo assim…

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