Match Point

É ganhar… ou ganhar!

Opinião

Laszlo Balogh

Às terças e sextas o futebol marca presença maioritária no Match Point, mas o Desporto em geral terá sempre aqui o seu espaço. Na opinião escrita de José Manuel Freitas.

Em completo desacordo com a mais recente declaração do capitão de Portugal, Cristiano Ronaldo, que afirmou à SIC que não se importa de jogar mal e ganhar, quando a mensagem devia ser a de que o selecionado tudo fará para jogar o melhor que sabe, pois é dessa forma que estará mais próximo da vitória, olho para o jogo de estreia do campeão europeu em título, na tarde desta terça-feira, frente à Hungria, de uma maneira apenas: é ganhar ou em alternativa… ganhar!

Com a convicção absoluta de que este jogo pode ditar muito do que Portugal fará na competição, a única forma de olhar o futuro com otimismo é somar os três pontos frente aos húngaros. É verdade que a Hungria joga em casa, que no estádio os adeptos serão maioritariamente afetos às suas cores, que se está em presença de uma equipa que cresceu razoavelmente deste o Europeu de há cinco anos, mas, por amor de Deus (e desculpem-me a franqueza), quem tem o naipe de futebolistas que esta seleção tem, não tem a obrigação de, no mínimo, jogar para conseguir o triunfo e provar que é melhor, porque é melhor?

Bem sei que o futebol não é matemática e que as surpresas estão sempre ao virar da esquina, mas a Hungria tem algum futebolista como CR7? Ou Bruno Fernandes? Ou Bernardo Silva? Ou Pepe? Ou Diogo Jota? Ou João Félix? Ou… Não tendo, como parece ser a opinião generalizada, a leitura só pode ser esta: somar todas as partes, jogar como uma verdadeira equipa e olhar o adversário, com respeito, mas sendo mandão. Ou se se quiser: obrigar o opositor a correr atrás da maior qualidade dos portugueses.

Sinceramente, isso já me passou pela cabeça, mas não quero acreditar que Portugal não somará os três pontos. Porque caso isso não aconteça, a possibilidade de sair prematuramente do Europeu é muito grande – não duvido que a equipa de Fernando Santos é capaz do melhor frente a Alemanha e França, mas… - e seria uma desilusão tão grande como a final perdida em 2004.

Com a certeza de que o selecionador escolherá a melhor equipa para abordar o jogo, mantenho-me firme nas minhas convicções e que só há uma possibilidade, porque o crédito de Portugal é enorme: ganhar o jogo com a Hungria. Ou como segunda hipótese: ganhar! Porque aquela posição de Cristiano Ronaldo não casa nada bem com a valia deste grupo de fantásticos futebolistas. Jogando bem, seja com quem for, a seleção estará sempre mais próxima de triunfar!

Uma palavra ainda para o que se tem passado na competição: mantenho a ideia de que, como já aqui defendi, Inglaterra e Bélgica são mesmo fortes candidatas a conquistarem o troféu no dia 11 de julho, em Londres, e que Eriksen fintou a morte. Ele que é um dos melhores futebolistas da atualidade, provavelmente marcou o último golo da carreira na tarde de sábado, mas quando se trata do golo de uma vida…

PS: O futebol, por força do Europeu, domina o nosso quotidiano desportivo, mas não posso deixar passar em claro dois acontecimentos marcantes dos últimos dias: o segundo título de campeão mundial do judoca Jorge Fonseca, que faz dele fortíssimo candidato ao ouro olímpico nos Jogos de Tóquio, e a conquista do título nacional de futsal, por parte do Sporting, 16.º título da história do clube, que junta à Liga dos Campeões, realidade que aconteceu pela primeira vez na história da modalidade em Portugal, fruto da indesmentível aposta dos leões e da indiscutível qualidade do treinador, Nuno Dias.

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