Orçamento do Estado

"Não há nenhuma referência ao livro e à promoção dos índices de leitura” no Orçamento do Estado

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Apesar do aumento do Orçamento para a cultura, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros lamenta o "esquecimento".

O Orçamento do Estado para a cultura em 2023 cresceu mais de 140 milhões em relação ao ano anterior. Ainda assim, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros diz que o livro foi praticamente esquecido no documento.

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) diz-se surpreendida pela falta de medidas dedicadas ao setor no Orçamento de Estado para 2023. Pedro Sobral, presidente da APEL, diz que “é estranho” não haver nenhuma referência ao livro e à “promoção dos índices de leitura” no documento. Para o próprio, não é aceitável “a fileira que mais contribui” para o desenvolvimento económico da cultura não ter “uma única menção”.

As únicas referências ao livro e à leitura contempladas no Orçamento de Estado para 2023 dizem respeito ao Plano Nacional para a Literacia Mediática e à modernização e transição digital do livro e dos autores.

A APEL tem feito variados apelos ao Governo com o intuito de promover a leitura e aumentar o investimento no setor. Durante a Feira do Livro de Lisboa, a associação promoveu várias propostas, incluindo um cheque livro para quem completar 18 anos em 2023, a redução do IVA de 6 para 0% e o reforço dos orçamento das biblioteca.

Prevê-se que preço do papel aumente 50% em 2023

O cenário para os livreiros e editores portugueses avizinha-se desanimador, uma vez que Portugal tem um fraco índice de leitura - o segundo pior da UE - e em 2023, o preço do papel irá aumentar 50%.

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