Orçamento do Estado

“É um Orçamento do Estado de tapa buracos”, afirma o presidente do PSD

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O presidente do PSD, Luís Montenegro, descreveu a proposta do Orçamento do Estado para 2023 como sendo “tapa buracos”.

O presidente do PSD disse, este sábado em Leiria, que o Orçamento do Estado para 2023 (OE 2023) é um “tapa buracos”, afirmando que vai assistir-se à “ladainha habitual” até à sua aprovação.

“Estamos numa semana de grande folclore político, numa semana de apresentação do OE. Diria mesmo na semana da ladainha habitual da apresentação dos orçamentos do Partido Socialista, que já o vemos há sete anos: há dinheiro para tudo”, afirmou o presidente do PSD, no encerramento da Conferência “A Transferência de Competências e os Fundos Comunitários”, em Leiria.

Considerando que “este Governo tem tudo para poder ser um Governo transformador” e para “ter a coragem de mudar e reformar”, o líder social-democrata constatou que “todos os indícios vão no sentido contrário, de deixar tudo na mesma”.

“Vão no sentido em que vai a este OE. É um OE de tapa buracos: tapa um buraco aqui, tapa um buraco ali”, criticou.

Luís Montenegro lembrou ainda o programa de emergência a que Portugal foi sujeito sob o executivo do PSD, e lamenta que o Governo já tenha referido que “se houver aqui algum azar haverá outro a seguir”.

“Estamos mais ou menos a reviver, com as necessárias adaptações e com uma conjuntura completamente diferente, aqueles tempos dos PEC [Plano de Estabilidade e Crescimento], onde sucessivamente havia um plano para resolver os assuntos e depois ficava tudo na mesma ou vinha outro pior”, acrescentou.

Montenegro ironizou ainda com as palavras do Governo de que “há reforço de investimento, mexidas nos impostos” e “vai tudo correr bem”.

“É tudo aquilo que é a ladainha orçamental da semana de apresentação do Orçamento, que depois se prolonga no debate na generalidade e no encerramento, no debate da votação final global. Tudo isso não passam de intenções, de expectativas que são criadas e que não são materializadas, nem executadas”, destacou.

Luís Montenegro desafiou os presentes a “comparar tudo aquilo que os membros do Governo, a começar pelo primeiro-ministro e a continuar pelo ministro das Finanças, dizem na semana em que apresentam o Orçamento ao país, com aquilo que depois realizam de janeiro a dezembro do ano seguinte”.

“Nem metade daquilo que é proposto fazer e realizar chega à vida das pessoas”, acrescentou.

O líder social-democrata considerou ainda a maioria socialista “esquisita”.

“O primeiro-ministro anda em desavenças públicas com ministros, onde os ministros andam em desavenças públicas uns contra os outros e até ministros contra os seus secretários de Estado. Mais uma vez querem que nós levemos a sério a proposta do Orçamento”, afirmou.

Luís Montenegro referiu ainda a situação do “principal responsável pela condução da política económica, apresenta uma estratégia para os impostos sobre as empresas e é triturado pela máquina socialista, é triturado pelos seus colegas de Governo e é triturado pelos seus secretários de Estado”.

“E lá continua alegremente a assistir à sua desautorização completa, porque o Orçamento efetivamente não seguiu a estratégia dele”, acrescentou, ao afirmar que a situação na TAP é um “crime político financeiro”, pelo que o PSD vai “querer apurar tudo aquilo que foram as decisões dos últimos anos na TAP para saber por que é que os contribuintes tiveram de injetar tanto dinheiro”.

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