Protestos na Catalunha

Justiça espanhola encerra site da organização "Tsunami Democrático" da Catalunha

Albert Gea

Página da promotora das mobilizações que geraram confrontos entre separatistas e a polícia na Catalunha foi encerrada pelo juiz da Audiência Nacional espanhola Manuel García Castellón

O juiz da Audiência Nacional espanhola Manuel García Castellón foi o mesmo que mandou prender 7 membros dos Comités de Defesa da República (CDR) e também mandou fechar os perfis nas redes sociais a eles ligados, tomou agora a decisão contra a plataforma "pelas mesmas razões com que prendeu" os outros elementos que estão ligados à promoção do terrorismo, de acordo com fontes judiciais.

Os sete CDR foram presos em 26 de setembro por diversos crimes, entre eles integrarem uma organização terrorista, fabrico e posse de explosivos, e conspiração para causar estragos e prejuízos.

Segundo as mesmas fontes citadas pela agência espanhola Efe, o juiz, que investiga esses factos num processo com teor secreto, confiou à Guardia Civil o encerramento do site e dos perfis vinculados ao "Tsunami Democrátic"o, a mesma polícia que está a investigar as ações dos sete CDR presos.

No entanto, as fontes especificaram que apenas os domínios localizados em Espanha podem ser bloqueados, o que significa que se estiverem localizados no estrangeiro não poderão ser bloqueados imediatamente.

Assim que a decisão do magistrado foi conhecida, o grupo Anonymous postou uma captura de tela da aplicação "Tsunami" na qual a Catalunha é informada de que aquele 'site' foi fechado pela autoridade judicial.

A plataforma "Tsunami Democrático" classificou como um ato de "censura" o encerramento do seu 'site' e acrescenta que já replicou o mesmo, garantindo que continua a operar pela sua aplicação e pela rede Telegram.

Numa mensagem via Telegram, a plataforma afirma que "a censura começa exatamente como no 1.º de outubro", mas questionou:

"Acham que um 'tsunami' pode ser interrompido?".Assim, a plataforma recomendou aos utilizadores que baixassem a aplicação móvel e seguissem as chamadas pelo canal Telegram, enquanto ativavam outro 'site': "democrattsunami.eu".

A plataforma também recomenda que os utilizadores usem a conexão VPN (rede privada virtual), garantindo que "é mais difícil censurar".

À organização autodenominada "Tsunami Democrático" é atribuída a convocação das manifestações pacíficas na Catalunha a partir do fim da tarde, mas no início da noite uma minoria formada por jovens encapuçados lança a confusão.

A cidade de Barcelona tornou-se, desde a noite de segunda-feira, cenário de confrontos entre polícias e manifestantes, que construíram barricadas, queimaram mobiliário urbano e pneus, fizeram fogueiras e atiraram pedras e petardos contra as autoridades.Esta noite os confrontos entre os separatistas e a polícia aumentaram de violência, com barricadas e fogos ateados pelos radicais, ao que a polícia respondeu com balas de borracha, gás lacrimogéneo e canhões de água.Na segunda-feira, o Supremo Tribunal espanhol condenou os principais dirigentes políticos catalães envolvidos na tentativa de independência daquela comunidade autónoma espanhola a penas que vão até um máximo de 13 anos de prisão.

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