Protestos em Hong Kong

Um dos líderes das manifestações pró-democracia em Hong Kong foi atacado

Thomas Peter

O jovem ia a caminho de uma reunião quando foi atacado por quatro pessoas munidas de martelos.

Os organizadores das manifestações em Hong Kong denunciaram esta quarta-feira que um dos líderes do movimento foi atacado por desconhecidos com martelos, alegando que o ataque foi "politicamente motivado".

Jimmy Sham, líder da Frente Cívica dos Direitos Humanos (FCDH), "foi ferido na cabeça e transferido para o hospital Kwong Wah" informou a organização responsável pelas manifestações de maiores dimensões nos últimos meses na ex-colónia britânica.

As fotos de Sham, que tem sido uma das caras públicas das manifestações antigovernamentais, foram colocadas na internet e mostraram o jovem deitado na rua no meio de uma poça de sangue.

De acordo com a organização, o jovem ia a caminho de uma reunião quando foi atacado por quatro pessoas munidas de martelos.

"É difícil não vincular este incidente ao aumento do terror político destinado a reprimir aqueles que desejam exercer os seus direitos naturais e legais", acrescentou a FCDH.

Há quatro meses que Hong Kong é abalado por manifestações que apoiam reformas democráticas, denunciando a repressão de liberdades e o controlo da China sobre os assuntos do território semiautónomo.

As manifestações, inicialmente pacíficas, têm vindo a degenerar, originando confrontos cada vez mais violentos entre a polícia e os manifestantes.

Muitos ativistas pró-democracia foram atacados por apoiantes do regime chinês nos últimos meses, inclusive Sham que já tinha sido atacado em agosto.

A líder de Hong Kong, Carrie Lam, foi hoje vaiada duas vezes por deputados pró-democracia quando tentava fazer o seu discurso anual.

Depois de ser interrompida uma primeira vez por cânticos, a chefe do executiva abandonou o conselho legislativo, voltando minutos depois.

O presidente do conselho acabou por suspender a sessão quando Lam foi impedida de falar mais uma vez.

Lusa