Protestos em Hong Kong

Congresso dos EUA adota resolução de apoio aos manifestantes de Hong Kong

Adnan Abidi/ Reuters

A China já condenou a resolução do EUA e ameaçou Washington com "fortes represálias".

O Congresso dos Estados Unidos aprovou, na quarta-feira, por esmagadora maioria, uma resolução de apoio aos direitos humanos e à democracia em Hong Kong, um dia após a aprovação do projeto no Senado.

A Câmara dos Representantes aprovou a resolução por 417 votos a favor e apenas um contra, um dia depois de o projeto ter sido adotado por unanimidade no Senado, provocando a ira de Pequim, que já ameaçou Washington com represálias.

O texto, que põe em causa o estatuto comercial de que beneficia atualmente a região administrativa especial chinesa, ainda não foi assinado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, mas a Casa Branca não ameaçou vetar.

A votação surge numa altura em que as duas maiores potências mundiais negoceiam uma saída para a guerra comercial.

"Os Estados Unidos estão convosco e sempre vos apoiarão", disse Michael McCaul, membro eleito da minoria republicana na Câmara dos Representantes de Hong Kong, denunciando "a brutalidade" da China.

As duas câmaras do Congresso também aprovaram uma medida que prevê a proibição da venda de granadas de gás lacrimogéneo, balas de borracha e outros equipamentos antimotim utilizados pela polícia de Hong Kong para reprimir manifestações.

"Peço ao Presidente que assine esta lei o mais rápido possível", exortou o senador republicano Marco Rubio, um dos maiores defensores do texto.

Na terça-feira, o porta-voz da diplomacia chinesa, Geng Shuang, disse que o objetivo dos Estados Unidos não era outro senão "apoiar extremistas e elementos antichineses violentos que estão a tentar causar estragos em Hong Kong".

"Qualquer tentativa de minar a prosperidade e a estabilidade de Hong Kong e impedir o desenvolvimento da China está condenada ao fracasso", disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Ma Zhaoxu, citado pela diplomacia chinesa.

Lusa