Operação Marquês

José Sócrates "profundamente entristecido" com morte de João Araújo

ANTÓNIO COTRIM

O advogado do ex-primeiro-ministro na Operação Marquês morreu na noite de terça-feira, em Lisboa, vítima de cancro.

O antigo primeiro-ministro José Sócrates lamentou a morte do "amigo" e "advogado corajoso" João Araújo, dizendo que a morte deste seu "companheiro leal" o deixa "profundamente entristecido".

"João Araújo foi nos últimos anos um amigo e um companheiro leal que não esquecerei. Ela era um advogado corajoso e com uma profunda dedicação ao Estado de Direito Democrático", declarou José Sócrates à agência Lusa, acrescentando: "A sua morte deixa-me profundamente entristecido".

O advogado João Araújo, um dos defensores do ex-primeiro-ministro José Sócrates no processo Operação Marquês, morreu na última noite, em Lisboa, vítima de cancro, confirmou à agência Lusa fonte ligada à família.

O velório de João Araújo realiza-se esta quarta-feira, a partir das 17:30, na Basílica da Estrela, em Lisboa.

Na quinta-feira haverá uma missa pelas 12:30, estando a cremação prevista para as 14:00 no Cemitério do Alto Sâo João, Lisboa.

O "companheiro leal" de José Sócrates

João Araújo, que formava com Pedro Delille a equipa de defensores do ex-primeiro-ministro já se encontrava doente há algum tempo, tendo estado ausente das últimas sessões do debate instrutório da Operação Marques.

Na semana passada, Pedro Delille, quando fez as suas alegações no debate instrutório do processo, evocou o seu colega, destacando o seu árduo trabalho e a coragem de, desde o primeiro minuto em novembro de 2014, ter assumido a defesa de Sócrates num caso tão complexo e mediático como a Operação Marquês.

A notícia da morte de João Araújo foi avançada na manhã desta quarta-feira pela rádio Renascença.