Sporting campeão

Festa do Sporting. PSP opôs-se ao desfile do autocarro e terá pedido intervenção do Ministério 

Reunião de planeamento reuniu PSP, Câmara e DGS. 

A PSP opôs-se ao desfile do autocarro do Sporting por considerar que a iniciativa levaria a grandes aglomerados. Na segunda-feira terá enviado um ofício ao Ministério da Administração Interna (MAI) solicitando uma intervenção política.

O ofício foi assinado pelo próprio diretor nacional da PSP.

A reunião de planeamento da festa sportinguista foi presidida pelo chefe de gabinete do secretário de Estado da Administração Interna e estiveram presentes, além da PSP, representantes da Câmara de Lisboa, do Sporting e da Direção-Geral da Saúde.

Ao que a SIC apurou, na segunda-feira o diretor nacional da PSP tomou a iniciativa de enviar um ofício ao MAI, expondo as hipóteses que seriam viáveis para a PSP e pedindo a intervenção política de Eduardo Cabrita.

Todas as autoridades presentes na reunião de planeamento sabiam que a festa sportinguista prometia uma adesão em massa.

A 7 de maio, a Juve Leo comunicou à Câmara de Lisboa que faria uma manifestação às portas do estádio. Usou para tal uma lei criada após o 25 de Abril e que permite o livre direito à manifestação.

Certo é que todos sabiam que a manifestação convocada pela claque leonina tinha como único propósito justificar legalmente a festa à porta do estádio e à conta do uso instrumental da lei foi possível montar no local dois ecrãs gigantes, que juntaram milhares de pessoas.

MAI PEDE INQUÉRITO À ATUAÇÃO DA PSP

O primeiro-ministro António Costa revelou esta quarta-feira, no Parlamento, que o Ministério da Administração Interna pediu à Inspeção-geral da Administração Interna a abertura de um inquérito à atuação da PSP durante os confrontos nos festejos do Sporting, em Lisboa.

Depois de avançar com a informação, António Costa recusou "atirar pedras" ao clube, aos adeptos e à polícia.

"Vou fazer aquilo que qualquer político responsável nestas circunstâncias deve fazer, que é aguardar a informação, o apuramento e o esclarecimento dos factos para retirar as responsabilidades devidas sobre essa matéria", defendeu.