TAP: o futuro e as polémicas

TAP assegura que "todos os compromissos com os clientes serão respeitados"

Cerca de uma centena de trabalhadores da TAP concentraram-se na entrada das instalações da transportadora aérea para reivindicar melhores condições laborais e a demissão da atual administração, em Lisboa, 13 de janeiro de 2023.
Cerca de uma centena de trabalhadores da TAP concentraram-se na entrada das instalações da transportadora aérea para reivindicar melhores condições laborais e a demissão da atual administração, em Lisboa, 13 de janeiro de 2023.
TIAGO PETINGA/Lusa

A companhia aérea fala de uma “nova etapa na vida da TAP”, após a decisão do sindicato dos tripulantes de cabine de desconvocar os sete dias de greve previstos para o final deste mês.

A TAP congratulou-se com o cancelamento da greve dos tripulantes de cabine, referindo que “vai permitir que a companhia cumpra todas as expectativas criadas aos passageiros”. A decisão foi revelada após nova reunião, que juntou à mesma mesa sindicato e administração, que durou mais de três horas.

“Esta decisão conduz a uma nova etapa na vida da TAP, reabrindo a negociação do novo Acordo de Empresa, juntando agora todos os sindicatos representativos dos trabalhadores da TAP, na busca de um equilíbrio que permita cumprir os termos do Plano de Restruturação”, refere o comunicado da companhia aérea.

A companhia aérea fala de uma “nova etapa na vida da TAP” com a reabertura das negociações do novo Acordo de Empresa, acreditando que todos irão rumar com vista à “estabilidade, sustentabilidade e crescimento da empresa".

Os tripulantes de cabine tinham convocado uma greve de sete dias, entre 25 e 31 de janeiro, que acabou por cair por terra, sem sequer chegar a voar.

O motivo da convocação da greve prendeu-se com a insatisfação perante o acordo de empresa, cujas negociações acabaram por não ser bem sucedidas após o chumbo do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) da proposta apresentada pela TAP.

Existiam duas questões incertas: as horas extraordinárias, que deixaram de estar sujeitas a um corte de 25% ao abrigo do plano de reestruturação, e a existência de mais um chefe de cabine nos voos de longo curso, uma questão que não foi acedida pela administração.

No entanto, a TAP afirma ter tido sempre abertura para receber as preocupações dos sindicalistas.

“A Comissão Executiva da TAP empenhou-se totalmente nas negociações com o SNPVAC, de forma que este desfecho fosse possível, e vai manter esta abertura e diálogo com todas as estruturas representantes dos trabalhadores”, refere o comunicado.

O prejuízo com a greve, e consequentes cancelamentos de voos previstos para sete dias, chegaria aos 48 milhões de euros.

Porém, com a desconvocação da paralisação mesma, a Comissão Executiva da TAP assegura que a “operação (…) mantém-se sem qualquer alteração e todos os compromissos assumidos com os clientes serão respeitados".

Últimas Notícias
Mais Vistos