Tira-Teimas

Qual o peso que deve ter uma bola de jogo?

Duarte Gomes

Duarte Gomes

Comentador SIC Notícias

Inês M. Borges

Inês M. Borges

Designer Gráfica e Multimédia

O peso, o tamanho e o material de que é feita uma bola definem se pode ser usada nas competições oficias de seniores (Futebol 11). Fique a saber porque é que as bolas usadas nos intervalos das aulas ou nos jogos de rua não valem.

Vamos começar pela parte mais fácil e óbvia: a bola, qualquer bola, tem que ser esférica e feita com material adequado (couro ou caoutchouc, por exemplo).

Ou seja, bolas iguais às que improvisávamos nos intervalos das aulas ou na rua ao pé de casa, infelizmente, não valem.

As suas principais características estão resumidas no vídeo acima, produzido pela Inês M. Borges.

Quanto ao resto, convém que o caro leitor tenha em conta o seguinte:

- A bola a que estas leis de jogo se referem são as utilizadas nas competições oficias de seniores (Futebol 11). É preciso ter em conta que as que são usadas em escalões jovens, futebol feminino e futsal têm características distintas.

- A bola oficial deve pesar entre 410/450 gramas no início do jogo. Isto porque no seu decurso ela pode ficar mais pesada devido a razões atmosféricas. Isso acontece, por exemplo, quando o terreno fica encharcado devido à queda de chuva. Nesse caso a bola fica sempre mais pesada. Isso não é motivo para a sua substituição.

- Hoje em dia, no futebol profissional, já não se vê jogadores a saltarem a vedação ou a treparem a parede para irem buscar a bola de jogo atirada para as bancadas. Há muito que se adotou o "sistema multibolas". São colocadas várias bolas suplementares em torno do terreno - a um metro das linhas laterais -, para garantir que não há perdas de tempo.

- Os "apanha-bolas" desempenham papel importante nesta matéria. Devem cumprir o seu trabalho de forma célere e, sobretudo, equitativa (atuar de igual modo para as duas equipas, em todos os momentos de jogo).

- Ponto prévio: nenhuma bola oficial pode ter publicidade. Nenhuma. Mais: nas competições aprovadas pela FIFA, todas devem ter um logótipo - de entre três - que certifica que foram aprovadas para a competição. Caso esses selos de qualidade não existam, as bolas não devem ser autorizadas a rolar em alta competição.

Mesmo que exista, em determinada competição, a TLB (Tecnologia Linha Baliza), as bolas que tenham essa tecnologia integrada devem ter, na mesma, um desses três indicadores.

- Apesar da proibição de qualquer tipo de publicidade, cada bola pode ter ainda o logótipo da competição, o nome do organizador e a marca do fabricante.

DOIS CASOS PRÁTICOS

1) Imaginem que uma bola esvaziava/estourava durante um jogo. O que o árbitro devia fazer aí era interromper a partida e ordenar a sua substituição por outra em condições. O jogo recomeçaria com um lançamento de bola ao solo, no local onde ela se encontrava no momento em que perdeu as condições esféricas.

Nota: no futebol diz-se sempre "bola ao solo". Nunca "bola ao ar".

2) Agora imaginem que uma bola rebentava após ser executado um pontapé de penálti.

A - Caso isso acontecesse no seu trajeto à baliza (ou seja, antes de tocar em qualquer jogador, redes, barra ou poste), o pontapé de penálti teria que ser sempre repetido. Seria injusto prejudicar essa equipa, porque o pontapé não terminou o seu efeito;

B - Por outro lado, se a bola ficasse defeituosa após tocada/defendida pelo guarda-redes ou bater no poste/barra, já não haveria lugar à repetição do pontapé, porque ele estava consumado.

Sobre a "bola" ficou o essencial.

O "Tira-Teimas" volta para a próxima segunda-feira, com mais esclarecimentos sobre as regras do jogo.

Até lá.

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