Tragédia em Pedrógão Grande

Tragédia de Pedrógão Grande: defesa pede absolvição dos principais arguidos

Loading...

Advogados de defesa foram ouvidos nas alegações finais do julgamento sobre as alegadas fraudes na reconstrução de casas.

Prosseguiram esta quinta-feira as alegações finais do julgamento sobre as alegadas fraudes na reconstrução de casas, após os incêndios de junho de 2017, em Pedrogão Grande. Desta vez, foram ouvidos os advogados de defesa.

Uma semana depois do Ministério Público ter pedido prisão efetiva, os advogados de defesa de Valdemar Alves e Bruno Gomes pediram a absolvição.

Acusados ao todo de 60 crimes de três tipos, os advogados de defesa dos principais arguidos no processo de reconstrução das casas não viram em audiência provas suficientes para os condenar.

Ao longo da manhã tentaram desmontar as testemunhas e documentos que o ministério público apresentou.

"Não se demonstraram os elementos que tipificam e que podem consolidar os 60 crimes da acusação", afirma Vítor Faria, advogado de Defesa de Bruno Gomes.

Em causa, estão centenas de milhares de euros usados na reconstrução de casas que a acusação considerou serem de segunda habitação e até algumas que na altura dos incêndios estariam mesmo em ruínas.

"Era tudo para ser reconstruído. Era o que estava na lei", diz Bolota Belchior, advogado de Defesa de Valdemar Alves.

Ao todo, são 28 os arguidos, além de Valdemar Alves, antigo presidente da câmara, e Bruno Gomes, ex-vereador e funcionário da autarquia.

Sentam-se ainda no banco dos réus mais 26 pessoas, entre eles um construtor civil e os diversos proprietários das casas alegadamente beneficiados pela reconstrução das casas de forma ilegal.

Saiba mais

► Especial Tragédia em Pedrógão Grande

Últimas Notícias
Mais Vistos