Vacinar Portugal

Covid-19. 6% da população portuguesa já tem a vacinação completa

Cerca de 44% dos idosos com 80 ou mais anos já recebeu as duas doses.

Cerca de 580 mil pessoas têm a vacinação completa contra a covid-19 e mais de 1,3 milhões já receberam a primeira dose da vacina, indica o relatório semanal da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado esta terça-feira.

Segundo a DGS, 579.069 portugueses já receberam as duas doses da vacina contra o vírus SARS-CoV-2, o que equivale a 6% da população, tendo já sido administrada a primeira toma a 1.334.338 pessoas (13%).

O relatório da DGS indica ainda que, na última semana, 83.652 pessoas ficaram com a vacinação completa e que outras 135.736 receberam a primeira dose.

No total, Portugal já recebeu 2.344.530 vacinas contra a covid-19, tendo sido distribuídas pelos postos de vacinação do país 1.996.561.

VACINAÇÃO POR GRUPOS ETÁRIOS

Por grupos etários, cerca de 85% dos idosos com 80 ou mais anos (576.599 pessoas) já receberam a primeira toma da vacina e 44% (298.862) já têm a vacinação completa com as duas tomas.

Na faixa entre os 50 e os 64 anos, 12% (252.678) foram vacinados com a primeira dose e 4% (82.690) receberam as duas doses.

No grupo entre os 65 e os 79 anos, 15% (237.063) já recebeu a primeira dose, enquanto apenas 3% (50.930) tem a vacinação completa contra a covid-19.

VACINAÇÃO POR REGIÕES

Por regiões, no Norte já foram vacinadas 626.873 pessoas, 85.752 das quais na última semana, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo, onde 605.758 pessoas receberam a vacina (+68.357).

Já na região Centro, foram administradas vacinas a 404.406 pessoas, mais 40.560 do que na última semana, tendo sido vacinadas no Alentejo 123.627 (+12.324) e no Algarve 71.744 (+7.035).

Relativamente às regiões autónomas, a DGS avança que nos Açores já foram administradas 30.011 doses de vacina (+2.579) e na Madeira um total de 48.501 (+2.464).

Segunda fase de vacinação contra a covid-19 vai decorrer com dois critérios em paralelo

A segunda fase de vacinação vai decorrer com dois critérios em paralelo: por idade, dos mais velhos para os mais novos, começando nos 79 até aos 70 e daí em diante, sem olhar a doenças existentes; e em simultâneo vão continuar a ser vacinados determinados doentes.

Está a ser ponderada a exclusão dos doentes com hipertensão arterial e também os diabéticos tipo II por se considerar que são patologias maioritariamente associadas ao envelhecimento. Portanto, é considerado que não faz sentido manter a prioridade quando são os mais velhos que estão a ser vacinados. Mas há outros doentes a entrar na lista das prioridades: os transplantados ou com patologias neuromusculares.

Nestes casos deverá cair o critério da idade quando associado à doença, ou seja, se uma determinada patologia for considerada de risco todos os doentes serão vacinados e não apenas os que tenham entre os 50 e os 64 anos como estava até agora previsto.

As alterações já foram propostas pela comissão técnica de vacinação mas a task force ainda terá de ser ouvida. Só depois será alterada a norma que define as prioridades da vacinação.

Vacinar nas farmácias só em "último caso", mas centros de vacinação rápida arrancam em maio

O coordenador do plano de vacinação contra a covid-19, diz que administrar vacinas nas farmácias será só em último caso. Em entrevista ao jornal Público e à rádio Renascença, o vice-almirante Gouveia e Melo admite que os farmacêuticos possam ajudar na preparação das vacinas.

A primeira fase do plano de vacinação deverá estar concluída a 11 de abril, apesar de algumas dificuldades. Gouveia e Melo revelou também que os centros de vacinação rápida vão começar a operar em maio, altura em que o objetivo é vacinar 100 mil pessoas por dia.

A partir de agora o ritmo vai aumentar. Estão a ser preparados mais de 150 postos de vacinação rápida, que permitem um processo quatro vezes mais eficiente.