Os números da Covid-19

Portugal com mais 7 mortes e 939 novos casos de covid-19 em 24 horas

Sungjae Cho / EyeEm

O último balanço da Direção-Geral da Saúde.

Portugal contabiliza este sábado mais 7 mortes e 939 novos casos de covid-19, segundo o relatório diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 17 902 mortes e 1 061 371 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando este sábado ativos 33 952 casos, menos 674 em relação ao dia anterior.

O boletim da DGS revela que estão internados 457 doentes, menos 17 do que na sexta-feira.

Nos cuidados intensivos estão 90 doentes, menos 7.

Os dados indicam ainda que mais 1.606 doentes foram dados como recuperados, fazendo subir para 1 009 517 o número total de recuperados desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.

As autoridades de saúde têm sob vigilância 30 992 contactos, menos 712 relativamente ao dia anterior.

TAXA DE INCIDÊNCIA E ÍNDICE DE TRANSMISSIBILIDADE

A taxa de incidência nacional está nos 173,6 casos de infeção por 100 000 habitantes. No continente a taxa está nos 177,9 casos por 100 000 habitantes.

O R(t) nacional está em 0,83 e em 0,82 no continente.

Os dados dos indíces R(t) e da incidência são atualizados à segunda, quarta e sexta-feira.

Especialistas preocupados com o Natal

Os próximos meses podem mudar o rumo da pandemia e por isso é preciso estar atento aos números da pandemia e monitorizar as linhas vermelhas.

O aviso é deixado pelos especialistas que apontam surgimento de novas variantes e a possível perda de eficácia das vacinas como fatores de preocupação neste período de outono/inverno que se aproxima.

"Temos uma série de incógnitas porque nunca passámos um inverno com esta variante Delta. Eu teria muita cautela", avisa o virologista Paulo Paixão, que aponta os próximos dois a três como como fundamentais para perceber, em concreto, se a " taxa de vacinação vai ou não começar a bloquear a circulação do vírus".

O grande desafio será o Natal, período de festas e convívio familiar, que já no ano passado terá contribuído para um dos maiores picos da pandemia registados em Portugal.

Mas o matemático Óscar Felgueiras explica que é "improvável que esta possível nova onda seja comparável ao que aconteceu no ano passado. A não ser que estivéssemos a falar de uma variante que escapasse por completo à cobertura vacinal".

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