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Sonda Voyager 1 é primeiro objeto humano fora do sistema solar

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A sonda norte-americana Voyager 1, lançada em 1977, saiu do sistema solar, tornando-se assim o primeiro objeto enviado pelo Homem a atingir o espaço intersideral.

Sonda Voyager 1(AP)

Sonda Voyager 1(AP)

HOPD

Sonda Voyager (Reuters)

Sonda Voyager (Reuters)

© NASA NASA / Reuters

Sonda Voyager 1(AP)

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Sonda Voyager 1(Reuters)

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© NASA NASA / Reuters

Segundo cálculos publicados pela revista Science e confirmados pela  NASA (Agência Espacial Norte-Americana), a sonda abandonou o sistema solar  há mais de um ano, em agosto de 2012: "Agora que temos estes novos dados  essenciais, pensamos que a humanidade deu um passo histórico ao entrar no  espaço interestelar", congratulou-se Ed Stone, responsável científico da  missão no Instituto de Tecnologia da Califórnia. 

Novas análises às densidades do plasma em torno da nave revelaram-se conformes com as densidades que se encontram na região interestelar previstas nos modelos, segundo os investigadores da Universidade de Iowa, entre os quais Don Gurnett, que divulgaram o seu estudo no site da internet da revista norte-americana Science. 

De acordo com estes astrofísicos, a Voyager, que se encontra a mais de 18 mil milhões de quilómetros do Sol, saiu da heliopausa, a zona fronteiriça do sistema solar, para entrar no frio e na escuridão do espaço interestelar por volta do dia 25 de agosto de 2012.

"Saltámos das nossas cadeiras quando constatámos essas oscilações nos nossos dados, pois elas mostram que a nave se encontra numa região totalmente nova, conforme com o que se pode esperar no espaço intersideral e completamente diferente da heliosfera, a bolha formada pelos raios solares", explica Don  Gurnett. 

"Atravessámos claramente a heliopausa, a região fronteiriça entre o plasma solar e o plasma interestelar", acrescenta. 

Este momento histórico tão esperado deu lugar a controvérsias nos últimos meses: Dois estudos publicados mais cedo este ano - o último dos quais em agosto, baseado noutros dados - tinham já concluído que a sonda tinha saído do sistema solar no ano passado mas a NASA considerou essas investigações inconclusivas. 

Elas sustentavam-se numa forte e súbita diminuição das partículas emanadas do sistema solar e num crescimento da irradiação galáctica indicada pelos instrumentos da nave espacial. 

A duração de vida das duas sondas Voyager, lançadas em 1977 com um mês  de intervalo e que avançam a 55.000 quilómetros por hora, não devia ultrapassar os cinco anos, mas elas estão ainda em bom estado de funcionamento. 

As suas câmaras foram apagadas para economizar a bateria de plutónio que deverá esgotar-se por volta de 2020. 

O programa de exploração Voyager tinha por objetivo o estudo dos planetas do sistema solar. As Voyager 1 e 2 sobrevoaram Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e 48 das suas luas.

As informações recolhidas pelos nove instrumentos de bordo de cada uma das sondas fizeram delas a missão de exploração do sistema solar mais cientificamente frutuosa de toda a história espacial. 

Lusa