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Académico espanhol acusa "ministros analfabetos" pela retirada do livro D. Quixote das escolas

O académico, jornalista e escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte responsabilizou esta terça-feira "ministros analfabetos" pela retirada do livro "D. Quixote" das escolas, afirmando que não é lido "porque eles não o percebiam e preferiram eliminá-lo, em vez de estudarem".

Pérez-Reverte afirmou que o livro de Miguel de Cervantes já nem sequer é leitura recomendada nos planos de estudo em vigor em Espanha, o que atribuiu "a gerações de ministros analfabetos que ignoram quem é "D. Quixote". (Arquivo)

Pérez-Reverte afirmou que o livro de Miguel de Cervantes já nem sequer é leitura recomendada nos planos de estudo em vigor em Espanha, o que atribuiu "a gerações de ministros analfabetos que ignoram quem é "D. Quixote". (Arquivo)

© Susana Vera / Reuters

Pérez-Reverte afirmou que o livro de Miguel de Cervantes já nem sequer é leitura recomendada nos planos de estudo em vigor em Espanha, o que atribuiu "a gerações de ministros analfabetos que ignoram quem é "D. Quixote", nem sabem para que serve" um livro que "apenas lhes soa a um texto complicado, aborrecido, cervantino e essas coisas". 

Durante uma conferência de imprensa na cidade mexicana de Guadalajara, onde se realiza uma feira internacional do livro, Pérez-Reverte apresentou a sua adaptação de "O Engenhoso Fidalgo D. Quixote de la Mancha", que lhe foi encomendada pela Real Academia Espanhola.

"Essa falta de respeito pela cultura, essa ignorância supina dos que estiveram a educar gerações de jovens espanhóis durante muito tempo, dá estes resultados", apontou o escritor.

Na sua opinião, "D. Quixote" é uma ferramenta que, "trabalhada de forma eficiente", propõe "discussões éticas, literárias, de vida, lições soberbas que são muito úteis a qualquer jovem", o que, acusou, "os ministros da Cultura espanhóis não souberam ver". 

Em consequência, prosseguiu, "ao não o verem, como qualquer ignorante, em vez de se educarem, rejeitaram o que não compreendiam". 
Lusa
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