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Ciclone provoca estragos de 12 milhões de euros em Moçambique

(Arquivo)

© Eldson Chagara / Reuters

O Governo moçambicano precisa de 900 milhões de meticais (12 milhões de euros) para reposição de infraestruturas destruídas pelo ciclone que atingiu, na quarta-feira, a província de Inhambane, e causou a morte de sete pessoas e afetado 650 mil.

"O processo de levantamento de dados sobre os estragos continua, mas este pode ser assumido como o valor oficial necessário para a reposição dos estragos", disse à Lusa o porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), Paulo Tomás, avançando que o número de afetados pode aumentar.

De acordo com o Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), além de causar a morte de sete pessoas e ferir outras 55, em Inhambane, o ciclone Dineo destruiu 106 edifícios públicos, 70 unidades hospitalares, 998 salas de aula, três torres de comunicação, 48 postos de transporte de energia elétrica.

O porta-voz do INGC disse que um dos principais problemas no levantamento dos dados tem sido comunicação, na medida em que, como resultado da queda das torres, o contacto com as equipas no terreno está condicionado.

"Continuamos a fazer o trabalho, mesmo com estas limitações", observou o porta-voz do INGC, acrescentando que o mais complexo tem sido escalar o interior dos distritos afetados pelo ciclone.

Os distritos de Massinga, Morrumbene, Maxixe, Jangamo, Zavala, Homoíne, Vilanculos, Inharrime e Inhassoro foram os mais atingidos pelo ciclone, um fenómeno que levou as autoridades moçambicanas a ativarem os centros operativos de emergência em todos os locais afetados.

O primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, deslocou-se à província da Inhambane para inteirar-se sobre a situação das famílias afetadas pelo ciclone, numa equipa também integrada pelo ministro das Obras Públicas e Habitação, Carlos Bonete, e pelo diretor-geral do INGC, João Machatine.

O ciclone, que começou como uma depressão tropical, formou-se no canal de Moçambique e, à medida que se aproximava da costa, aumentou a velocidade, tendo os ventos, até ao meio-dia de quarta-feira, atingido uma velocidade de mais de 100 quilómetros por hora, com rajadas de cerca de 150 quilómetros por hora.

Lusa