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Político condenado a 5 anos de prisão por criticar primeiro-ministro do Camboja

O político condenado, Sourn Serey Ratha, escoltado pela polícia no tribunal de Camboja.

Pring Samrang

Um tribunal do Camboja condenou o político cambojano Sourn Serey Ratha, líder do Partido do Poder Khmer, a cinco anos de prisão por uma mensagem crítica contra o primeiro-ministro, Hun Sen.

O juíz Ros Piseth, do tribunal municipal de Phnom Penh, impôs ainda a Sourn Serey Ratha uma multa de 10 milhões de riéis (2.100 euros), segundo o veredito de sexta-feira reproduzido hoje pelo jornal The Cambodia Daily.

A mulher do político preso afirmou que vão recorrer da sentença, enquanto o advogado de defesa criticou a dureza da mesma e denunciou que restringe o direito à liberdade de expressão.

Serey Ratha foi detido no dia 13 de agosto, depois de publicar uma mensagem no Facebook a criticar Hun Sen por causa da mobilização de tropas cambojanas para a fronteira com o Laos devido a uma breve disputa territorial. A contenda foi resolvida de forma pacífica durante uma reunião no Vietname entre os líderes dos dois países.

"O marechal ordena que as tropas estejam prontas para atacar, faz um ultimato ao seu inimigo, mas inclina a cabeça e entra no quartel do seu adversário pedindo uma negociação", escreveu Serey Ratha nas redes sociais um dia antes de ser detido.

O juiz Ros Piseth considerou que as palavras do opositor "incitam à desobediência do pessoal militar e desmoralizam as tropas".

O Governo do Camboja intensificou a pressão a qualquer tipo de oposição - incluindo políticos, ativistas e imprensa independente - a menos de um ano das eleições gerais e dois meses depois de perder posições em eleições locais

Lusa

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