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ONU renova missão de paz na Somália até maio de 2018

Zohra Bensemra

O Conselho de Segurança da ONU aprovou esta quarta-feira a renovação da missão de paz na Somália (AMISOM) até maio de 2018, embora reduzindo ligeiramente o número de efetivos no país do corno de África até ao final deste ano.

A AMISOM, que lida com o extremismo islâmico do grupo Al-Shabab e apoia as débeis forças de segurança da Somália, reduzirá o seu destacamento em cerca de 500 soldados, para 21.600, até 31 de dezembro de 2017, segundo uma resolução da ONU.

Depois, até finais de outubro de 2018, haverá uma redução de mais 1.000 soldados, reservando-se a ONU, contudo, o direito de acelerar o ritmo da redução "tendo em conta a capacidade das forças de segurança da Somália naquela data".

"O objetivo a longo prazo para a Somália é que, com o apoio dos seus aliados internacionais, as forças de segurança somalis assumam plena responsabilidade pela segurança" do país, acrescenta o texto das Nações Unidas.

A AMISOM foi criada em 2007 pela União Africana, com a aprovação da ONU, e é atualmente composta por cerca de 22.000 soldados do Quénia, Uganda, Burundi, Etiópia e Djibuti, apoiados por forças especiais e especialistas de países ocidentais que combatem os extremistas do Al-Shabab.

A redução dos efetivos da missão de paz ocorre depois de, nos últimos meses, o grupo Al-Shabab ter lançado vários ataques contra bases militares da AMISOM em território somali e ter matado centenas de soldados.

Há um mês, pelo menos 39 soldados ugandeses da AMISOM foram mortos numa emboscada dos 'jihadistas' na região de Lower Shabelle, no sul da Somália.

Segundo um relatório recente das Nações Unidas, o Al-Shabab continua a ter capacidade para efetuar ações em grande escala tanto dentro como fora da Somália, e a situação da segurança no país africano "não melhorou".

O grupo 'jihadista', ramo da Al-Qaida na Somália, luta para instaurar um Estado Islâmico wahabita no país.

Lusa

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