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Câmara dos Representantes vai ter de votar outra vez reforma fiscal

Evan Vucci

Os democratas asseguram esta terça-feira que três disposições da proposta de lei de reforma fiscal apresentada pelos republicanos violam as regras do Senado, pelo que terão de ser removidas.

A principal consequência é a Câmara dos Representantes ter de votar a proposta outra vez na quarta-feira.

Não obstante, espera-se que o resultado venha a ser o mesmo: a aprovação da proposta de reforma fiscal apresentada pelos republicanos, hoje aprovada na Câmara dos Representantes, por 227 votos contra 203, entre os quais 12 republicanos.

"É o exemplo perfeito de uma promessa feita e uma promessa cumprida", congratulou-se Paul Ryan, presidente da Câmara dos Representantes e promotor da reforma, exclamendo: "Nós vamos dar às pessoas deste país o seu dinheiro, o seu dinheiro!".

A reforma vai reduzir a partir de 2018 os impostos federais sobre as empresas e o rendimento, o que se vai traduzir numa perda de 1,5 biliões (milhão de milhões) de dólares (1,3 biliões de euros) para as receitas públicas na próxima década.

A descida da imposição fiscal é permanente para as empresas, mas temporária para as famílias, ao durar apenas até 2025.

Uma sondagem, divulgada pela CNN, indica que 55% dos norte-americanos opõem-se à reforma, com dois terços a considerarem que aproveita mais aos ricos do que à classe média.

Para os democratas, a lei é de facto uma prenda de Natal, mas para os mais ricos e as empresas.

"Lembremo-nos deste dia!", apelou a chefe da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

"A lei", argumentou, "é um roubo puro e simples da classe média".

Lusa