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Congresso dos EUA aprovou em definitivo reforma fiscal de Trump

Jonathan Ernst

O Congresso dos Estados Unidos aprovou esta quarta-feira definitivamente a reforma fiscal da Administração de Donald Trump, depois de um erro de procedimento ter obrigado na terça-feira a realizar uma modificação de última hora antes da aprovação no Senado.

A reforma fiscal, que proporcionará uma descida de impostos como não se regista há 31 anos, constituiu "uma vitória histórica para os norte-americanos", regozijou-se Donald Trump, que felicitou os membros do seu partido, os Republicanos, que chegaram já a ter divergências com o Presidente dos Estados Unidos.

Esta foi a primeira vitória de Donald Trump numa grande reforma, onze meses depois de ter chegado à Presidência dos Estados Unidos.

Depois das mudanças introduzidas e da aprovação no Senado (51 votos a favor e 48 contra), a Câmara dos Representantes voltou hoje a votar favoravelmente a reforma fiscal, a aplicar a partir de 2018.

De acordo com analistas políticos, a reforma fiscal dará aos republicanos, no poder, um forte argumento para pedir aos eleitores que renovem a sua confiança nas eleições gerais e intercalares de novembro próximo.

Trump, que viu chumbar em setembro a revogação a reforma de sistema de saúde conhecida como Obamacare, celebrará hoje, na Casa Branca, a aprovação da legislação fiscal, em companhia da maioria dos representantes do Partido Republicano eleitos.

Por enquanto, os norte-americanos estão céticos: dois terços acreditam que as reduções de impostos beneficiarão os ricos mais do que a classe média, de acordo com uma pesquisa da estação de televisão CNN, um argumento que os democratas utilizaram na discussão da reforma.

"As pessoas vão mudar de opinião", assegurou o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, enquanto o líder da oposição no Senado, Chuck Shumer, sustentou que "a lei fiscal dos Republicanos não é mais que confirmar que o Partido Republicano é o partido dos ricos e das empresas".

A partir de fevereiro, as deduções na fonte descerão nas folhas de salário e as famílias pagarão 1.600 dólares de imposto (1.346 euros) no próximo ano e a taxa para as empresas desce de 35% para 21%, de acordo com o departamento norte-americano de política fiscal.

Lusa