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Tribunal dá luz verde a julgamento que pode destituir vice-Presidente do Equador

Stringer .

O Tribunal Constitucional do Equador autorizou esta sexta-feira o julgamento do processo que pode levar à destituição do vice-Presidente equatoriano, Jorge Glas, condenado a seis anos de prisão por ter sido subornado pelo grupo brasileiro Odebrecht, disse fonte policial.

Esta decisão, aprovada por unanimidade, dá "luz verde" ao processo iniciado pela oposição na Assembleia Nacional, a única câmara do parlamento equatoriano, que deverá decidir sobre o seu futuro político.

Em 2016, após firmar um acordo com os Governos dos Estados Unidos, Brasil e Suíça, o Grupo Odebrecht confessou que pagou pelo menos 788 milhões de dólares (670 milhões de euros) em subornos a funcionários de Governo e representantes de partidos políticos em 12 países.

Os supostos pagamentos de suborno da Odebrecht atingiram recentemente o Presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, acusado de receber dinheiro ilegal da empresa, que agora enfrenta uma eventual destituição do cargo.

Outros ex-presidentes do Peru, Alan García e Ollanta Humala e Alejandro Toledo também foram citados, investigados e respondem em processos por ligações pouco claras com a construtora brasileira.

Políticos da Colômbia, Argentina e Panamá também são suspeitos de terem participado dos esquemas ilícitos da empresa brasileira.

Lusa

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