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Mossul comemora Natal pela primeira vez depois de quatro anos sem festejos

AMAR SALIH

A igreja de São Paulo de Mossul acolheu este domingo cânticos de Natal pela primeira vez desde 2013, depois de esta cidade iraquiana ter sido conquistada, em julho, aos radicais do Daesh.

Como relata a agência noticiosa France-Presse, nesta igreja, onde as cortinas brancas e vermelhas escondem parte das 'feridas' dos combates sangrentos, o patriarca caldeu da Igreja Católica, D. Louis Sako, apelou a dezenas de fiéis para rezarem pela "paz e pela estabilidade em Mossul, no Iraque e no mundo".

"Celebrar esta missa em Mossul é importante para reviver a via cristã", numa cidade onde habita uma importante minoria cristã, comentou Farqad Malko, uma cristã que regressou há pouco à região depois ter fugido no verão de 2014 com a chegada dos jihadistas.

No local, entre velas, árvores de Natal e cortinas brancas, que são usadas para fechar os caixilhos de janelas destruídos pelos combates e explosões, estão habitantes muçulmanos de Mossul, cristãos, autoridades locais e militares.

À frente da igreja, a nota mais destacada é a visível presença de forças de segurança, nomeadamente os veículos blindados e militares.

Durante o período do califado, como o Daesh denominava a parte ocupada no Iraque e na Síria, as minorias religiosas, em especial os yazidis, os cristãos caldeus e siríacos foram perseguidos e obrigados a um expressivo êxodo.

Ao fim de vários meses de combates intensos, as autoridades iraquianas anunciaram em julho a vitória contra os jihadistas do Daesh, que controlavam Mossul desde junho de 2014.

Lusa

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