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Deputada australiana emociona-se ao contar a sua história no Parlamento

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A Austrália não permite que cidadãos com dupla nacionalidade tenham cargos no Parlamento. Num discurso emocionado, uma deputada disse que não conseguia verificar se podia sentar-se legalmente no Parlamento, uma vez que foi afastada da mãe quando tinha 6 anos.

A deputada do Partido Trabalhista, Susan Lamb, está a enfrentar o escrutínio público perante a dúvida sobre a dupla nacionalidade - um estatuto proibido no Parlamento australiano.

Segundo a BBC, a deputada da oposição deu um discurso emocionado, no qual contou que a "trágica história" da sua infância impedia-a de ter acesso a documentos essenciais para esclarecer a questão. O pai inglês de Susan Lamb, que morreu há 20 anos, criou-a sozinho.

Por entre as lágrimas, a deputada revelou no Parlamento que a mãe a tinha deixado uma vez na escola e "nunca mais tinha aparecido". "Eu preferia não ter de partilhar isto com amigos próximos, quanto mais com o Parlamento da Austrália", confessou esta quarta-feira, citada pelo jornal inglês.

"Não sei o que se passava na vida da minha mãe na altura... E não sei o que se passa na sua vida agora."

O Ministério inglês do Interior precisava de o certificado de casamento dos pais para determinar se a deputada tinha ou não dupla nacionalidade. Susan Lamb assegurou que não estava legalmente capacitada para ter acesso ao certificado.

No final do discurso, a deputada pediu ao Governo - a oposição do Partido Trabalhista - para ter em conta a sua situação. No entanto, o ministro da Segurança Social, Michael Keenan, disse que o discurso nada resolvia e lembrou todos os membros do Parlamento em situações semelhantes.

Nos últimos meses, o Partido Trabalhista e o Partido Liberal da Austrália têm-se acusado mutuamente no caso das duplas nacionalidades. A lei constitucional já levou 10 políticos a sair do Parlamento desde julho.

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