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Cuidado com o "slime" que as crianças fazem em casa 

As autoridades sanitárias francesas estão a alertar para os perigos da manipulação de produtos tóxicos para o fabrico em casa da massa moldável e viscosa tão popular hoje em dia entre os jovens. O "slime" também está muito na moda em Portugal.

"Há vários casos de reações cutâneas associadas ao fabrico e manipulação de 'slime' em casa", relatam a agência francesa para a segurança sanitária Anses e a direção-geral da concorrência (DGCCRF) em comunicado conjunto.

Mais maleável e elástico que a tradicional plasticina, o "slime" pode ser comprado nas lojas pronto a ser usado, mas pode também ser feito em casa, misturando um conjunto de produtos químicos como cola, lixívia ou corantes.

As autoridades alertam para os perigos que representa o contacto direto da pele com estes produtos tóxicos, utilizados sobretudo pelas crianças em casa.

Há inúmeros tutoriais na Internet a que as crianças conseguem ter acesso e que incentivam à utilização de produtos como detergentes ou amaciadores da roupa, espuma de barbear, bicarbonato de sódio ou cola branca.

"A manipulação de lixívias, detergentes ou colas em grandes quantidades, de forma repetida e prolongada pode estar na origem das dermatites de contacto agudas uma vez que estes produtos contêm conservantes alergénios", alertam as autoridades.

A origem do "slime"

Esta massa viscosa teve o seu momento de glória em 1984 com o filme "Ghostbusters - Caça-Fantasmas". O nome veio daí - de um dos fantasmas do filme, "Slimer".

"Ressuscitou" nos Estados Unidos já nesta década através do YouTube, quando uma legião de fãs adolescentes começou a publicar vídeos sobre o filme.