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Libertados três homens detidos por ataque à caravana do vice-Presidente de Angola

O Tribunal Supremo de Angola ordenou a libertação de três dos seis jovens detidos em abril por alegado arremesso de pedras à caravana do vice-Presidente de Angola, Bornito de Sousa, na província de Malange.

A decisão do Tribunal Supremo, em resposta a um recurso, deveu-se à falta de provas, informou esta terça-feira o defensor oficioso dos arguidos, Teixeira Acácio.

Afonso Muatchipululo, Justino Valente e António Fernando estiveram detidos por três meses, acusados do crime de arruaça e de perturbação ao funcionamento dos órgãos de soberania e foram libertados na segunda-feira.

O tribunal provincial de Malange absolveu, em primeira instância, dois outros acusados por insuficiência de provas, e um terceiro por ser menor de idade, todos acusados de estarem envolvidos numa manifestação para a comemoração dos 16 anos de paz em Angola, assinalada a 4 de abril, realizada este ano em Malange.

A polícia tinha anunciado a detenção de oito jovens pelos alegados distúrbios de 4 de abril, envolvendo protestos contra o governador da província de Malange, Norberto dos Santos "kwata Kanawa", e seis começaram a ser ouvidos em julgamento sumário.

Um dos jovens foi condenando a cinco meses de prisão e outros dois a sete meses, implicados por crimes de injúria à autoridade pública e perturbação ao funcionamento dos órgãos de soberania, por alegadamente atentarem contra a segurança do vice-Presidente da República, tendo a defesa anunciado, na altura, a interposição de recurso.

Um outro acusado foi reencaminhado para o julgado de menores e dois jovens foram absolvidos pelo tribunal de Malange.

A polícia informou na altura que os detidos eram suspeitos de terem vandalizado duas viaturas, que acompanhavam a caravana presidencial naquele ato, a 4 de abril.

Lusa