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Descoberto no Danúbio navio do século XVIII com moedas de ouro e prata

TAMAS SOKI

Um navio do século XVIII, afundado com um carregamento de moedas de prata e de ouro, foi descoberto na Hungria por um grupo de arqueólogos, na sequência da descida do nível das águas do Danúbio, informaram esta segunda-feira os descobridores.

"É algo de muito excitante e único", explicou hoje à agência noticiosa Efe Balázs Nagy, arqueólogo e numismático do Museu Ferenczi, de Szentendre, a norte de Budapeste.

O especialista explicou que um amador aficionado da arqueologia equipado com um detetor de metais, encontrou um antigo cantil na cidade de Érd, ao sul de Budapeste, e colocou na pista arqueólogos especialistas do museu.

Depois de alguns dias de trabalho, numa altura em que o nível de água do Danúbio estava muito abaixo do habitual, os especialistas descobriram na semana passada mais de 2.000 moedas de prata, 10 de ouro e outros objetos antigos, como armas.

"Tudo isto sugere que é possivelmente um navio carregado de armas, talvez soldados, e também dinheiro. Não tenho informações sobre outra descoberta destas dimensões na Hungria, é excecional, e a nível internacional também é importante", declarou o numismata.

Segundo as fontes, as moedas foram cunhadas entre 1655 e 1743 e vêm de vários países europeus.Metade das moedas de ouro são estrangeiras, assim como a maioria das de prata, explicou o numismata, que disse que há de França, Polónia, Alemanha, Suíça, Holanda e também uma do Vaticano, entre outras.

Para o especialista, a composição da descoberta indica poder ser "um navio mercante estrangeiro que sofreu um acidente na zona".Tendo em consideração que a água é capaz de mover objetos a distâncias importantes, as investigações vão agora centrar-se em encontrar os restos do navio, com recurso a sonares e arqueólogos subaquáticos.

É muito difícil determinar o que ainda pode estar no Danúbio, enfatizou Nagy, acrescentando que agora começam os trabalhos de conservação e restauração de moedas e dos outros objetos."Este trabalho terá prioridade agora", concluiu o arqueólogo, que disse que o museu espera organizar uma exposição com os objetos em 2020.

Lusa