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Família de norte-americano diz que perdoa tribo indígena que o matou

A família do norte-americano morto por uma tribo indígena diz que perdoa quem o assassinou. John Allen Chau tentava chegar a uma ilha indiana remota no arquipélago de Andamão e Nicobar, no Oceano Índico, quando foi atacado com flechas.

Num comunicado publicado no Instagram, a família explica que o homem “adorava a vida, ajudar os necessitados e não sentia nada para além de amor pelos habitantes de Sentinela do Norte”. Pedem ainda que os amigos que o ajudaram a chegar à ilha sejam libertados, depois de terem sido detidos pelas autoridades.

Instagram

As visitas à ilha são muito restritas, e apesar de não ter autorização, Chau pagou a pescadores para o levarem até à zona. A família explica que foi de “livre vontade e que os seus contactos locais não devem ser perseguidos pelas ações (de Chau)”.

Assim que chegou à ilha, terá sido atacado por flechas, segundo os relatos de quem o acompanhava. Esta não foi a primeira vez que o norte-americano conseguiu chegar à ilha. Segundo notas, terá chegado a interagir com alguns homens da tribo numa visita anterior.

INDIAN COAST GUARD

As autoridades estão a ter dificuldades em recuperar o corpo, e espera-se que seja uma operação complicada e demorada.

A tribo indígena de Sentinela do Norte vive isolada, e o contacto com pessoas do exterior pode colocá-los em risco, pela falta de imunidade até às doenças mais comuns. Em 2017, o governo indiano proibiu a captação de imagens da tribo. Apesar disso, este não é um caso inédito. Em 2006, dois indianos foram mortos pela tribo enquanto pescavam a norte da ilha.