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Autoridades francesas voltam a fazer buscas no caso de uma criança desaparecida há 15 anos

As escavações na casa de uma ex-mulher do assassino em série Michel Fourniret, em Clairefontaine, foram retomadas hoje, no âmbito do caso de Estelle Mouzin, que desapareceu em 2003 aos 9 anos em Seine-et-Marne, em França.

"Uma campanha de buscas foi retomada neste caso", disse à agência de notícias francesa AFP o procurador de Meaux, Dominique Laurens, sublinhando que militares especializados em buscas operacionais estavam envolvidos nas investigações.


A casa da ex-mulher de Fourniret já havia sido revistada em setembro, sem resultados.


Na altura, quando a justiça francesa determinou novas buscas no local, não foi possível verificar tudo porque faltava uma unidade especializada que "permite fazer investigações mais aprofundadas", acrescentou o procurador.


Condenado a prisão perpétua por sete assassínios de mulheres e adolescentes em 2008, Fourniret, de 76 anos, admitiu em fevereiro ter matado outras duas jovens que desapareceram na década de 1990 nos departamentos de Yonne, Joanna Parrish e Marie-Angèle Domece.
Durante a admissão, o assassino em série fez uma espécie de "confissão indireta" sobre o seu envolvimento no desaparecimento de Estelle Mouzin, segundo o advogado do pai da vítima, pedindo que a pista fosse novamente explorada.


Desde o desaparecimento de Estelle Mouzin, quando voltava da escola em janeiro de 2003 em Guermantes, a pista Fourniret tem sido repetidamente explorada sem sucesso.


Em 2007, a polícia descartou o envolvimento do "ogre das Ardenas", como é chamado Fourniret, no caso.


Seis anos depois, após a recolha de milhares de cabelos retirados do seu carro também não foram encontrados traços de Estelle. O advogado de Michel Fourniret havia, então, referido que o seu cliente sempre negou qualquer ligação ao caso.


Em 16 de novembro, o assassino em série foi condenado novamente a prisão perpétua pelo homicídio de outra mulher, Farida Hammiche.

Lusa