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“Não quero ver o corpo do meu filho tanto tempo depois de estar no fundo do mar”

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O submarino argentino ARA San Juan desapareceu no dia 15 de novembro e 2017, com 44 tripulantes a bordo. Entre os tripulantes estava o subcomandante Jorge Ignacio. Um ano depois da tragédia, o pai de Jorge Ignacio diz que não que tirem o corpo do filho do mar.

“Passei ao meu filho o amor pelo mar. Adorávamos ficar horas à conversa sobre o mar, a navegação, a cartografia, os desafios do mar. E não quero que tirem o corpo do meu filho de lá”, afirmou Jorge Rolando Bergallo em entrevista à BBC.

"Não quero ver o corpo do meu filho tanto tempo depois de estar no fundo do mar. Quero lembrar o meu filho como está na última fotografia que me enviou quando a embarcação zarpou”, sublinhou Jorge Rolando Bergallo, também ele ligado à Marinha.

Em 15 de novembro de 2017, o submarino, de fabrico alemão, comunicou pela última vez a sua posição, quando regressava desde o porto austral de Ushuaia à sua base no mar da Prata e, desde então, nunca mais se voltou a saber dele.

O submarino foi localizado pela última vez a 432 quilómetros da Patagónia.