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Amigo revela obsessão de John Chau pela tribo que o matou

John Allen Chau foi morto pela tribo indígena de Sentinela do Norte ao tentar chegar à ilha indiana no arquipélago de Andamão e Nicobar. Segundo um amigo, o jovem norte-americano estava obcecado com os Sentineleses.

Remco Snoeij conheceu Chau em 2016, quando o jovem missionário entrou na sua loja de material de mergulho no arquipélago indiano. Parecia muito interessado na tribo, revela, e “queria saber mais sobre eles”, contou ao The Washington Post.

Em várias excursões, o norte-americano partilhava com o amigo histórias de pescadores que entraram na ilha de Sentinela do Norte ilegalmente e dos tesouros lá enterrados por militares japoneses durante a II Guerra Mundial.

No início de 2016, Chau ter-se-á juntado a um grupo de missionários “extremista” cujo objetivo era encontrar povos incontactáveis, diz Remco Snoeij.

“Podia ver-se que todas as decisões que tomou, cada passo que deu desde então, foi motivado pelo desejo de estar com o povo de Sentinela do Norte”.

Nessa altura, planeava já a viagem à ilha, e chegou mesmo a revelar a um outro amigo, John Middleton Ramsey, que tinha evitado envolver-se romanticamente. “Ele sabia dos perigos daquele lugar e não queria partir corações caso algo corresse mal”, contou, dizendo ainda que Chau “sabia o que estava a fazer, e também sabia que não era propriamente legal”.

Em novembro, o norte-americano pagou a pescadores para o levaram à ilha. Terá sido morto pela tribo que disparou flechas. Os amigos ainda estão chocados com o incidente. “Ele perdeu a cabeça, definitivamente”, dizem.