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Autoridades belgas preocupadas com a persistência de uma ameaça terrorista

Os serviços de informação belgas estão preocupados com a persistência de uma ameaça terrorista no país, nomeadamente devido à radicalização nas prisões, segundo um relatório de atividades publicado no site do serviço de Segurança do Estado.

De acordo com o relatório de atividades 2017-2018 da Segurança do Estado belga -- e o primeiro publicado desde 2011 -- os serviços de informação dão conta da preocupação com a radicalização nas prisões, que consideram "um problema de dimensão considerável", a par do risco de reincidência de terroristas condenados.

As prisões do país "têm hoje em dia uma população de detidos por terrorismo com uma dimensão jamais havida", o que faz subir também a possibilidade do "risco de contágio" a outros prisioneiros.

"Tendo em conta a tendência atual e persistente para a reincidência entre antigos reclusos condenados por terrorismo, sem falar de prisioneiros radicalizados 'comuns', a Bélgica deverá ainda durante um tempo enfrentar uma ameaça terrorista latente", lê-se no relatório.

Estado Islâmico reivindicou ,em 2016 e 2018, atentados terroristas na Bélgica

A Bélgica foi já alvo de atentados terroristas reivindicados pelo Estado Islâmico, nomeadamente em Bruxelas, em março de 2016, (32 mortos em explosões no aeroporto e no metro) e, em maio de 2018, em Liége (três mortos).

O relatório sobre a segurança refere-se ainda à China, salientando que as atividades de espionagem deste país não deverão diminuir, nomeadamente na busca de informação sobre "projetos da União Europeia e o estado das relações entre os Estados-membros".

A Rússia é apontada como suspeita de interferência nos processos democráticos ocidentais, de promover campanhas de desinformação e de tentativas de intimidação de adversários políticos na Europa.

Outra preocupação inscrita no relatório prende-se com os extremismos de esquerda e de direita, neste último caso pelo ressurgimento de movimentos inspirados pelo nazismo, para além da emergência do que consideram a "extrema-direita de colarinho branco", como o movimento de juventude flamengo Schild en Vrienden, que consideram "a expressão mais bem conseguida do movimento identitário" e que sublinham merecer ficar sob a atenção dos serviços.

No campo da extrema-esquerda, os serviços de espionagem identificam três tendências: anarquistas insurrecionais, o ativismo libertário e o comunismo revolucionário.

Com Lusa

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