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Netanyahu vai assistir à posse de Bolsonaro no Brasil

Adriano Machado/ Reuters

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, vai assistir à cerimónia de posse do Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, no dia 1 de janeiro, em Brasília, confirmou hoje a equipa do futuro chefe de Estado brasileiro.

É o primeiro líder político estrangeiro a confirmar a sua presença na investidura como Presidente de Jair Bolsonaro, um capitão do Exército na reserva, de extrema-direita, que expressou em diversas ocasiões a sua admiração por Israel, que tem como modelo.

Bolsonaro prometeu durante a campanha eleitoral e depois de vencer as eleições presidenciais mudar de Telavive para Jerusalém a embaixada do Brasil em Israel, seguindo as passadas do Presidente norte-americano, Donald Trump, e de outros países, como a Guatemala.

A transferência da embaixada desencadeou grande agitação entre os países árabes e os empresários brasileiros que operam na região, que é um dos destinos mais importantes das exportações de carne do Brasil.

A futura ministra de Agricultura, Tereza Cristina da Costa, já indicou que tenciona conversar sobre esse tema com Bolsonaro.Por sua vez, o vice-presidente eleito, o general na reserva Hamilton Mourão, comentou numa entrevista recente a um diário local ser "óbvio que a questão terá de ser bem pensada" e que é uma "decisão que não pode ser tomada à pressa".

No entanto, um dos filhos do Presidente eleito, o deputado Eduardo Bolsonaro, disse esta semana, durante uma viajem pelos Estados Unidos na qual se reuniu com várias autoridades, que a questão não é se haverá mudança da embaixada, "mas sim quando" será.

A confirmar-se a transferência da embaixada, a decisão implicará uma rutura em relação à tradição diplomática durante anos adotada pelo Brasil em relação ao conflito israelo-palestiniano.O Brasil mantém relações diplomáticas com Israel desde 1949 e reconheceu o Estado da Palestina em 2010.

Por outro lado, Bolsonaro também se reuniu duas vezes com o embaixador israelita no Brasil, Yossi Shelley, desde que foi eleito, a última das quais na quarta-feira.

Lusa

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