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Confrontos registados em Hodeida horas antes do início do cessar-fogo

(Arquivo)

YAHYA ARHAB

Um residente de Hodeida contou que é audível o lançamento de artilharia na zona leste da cidade.

Confrontos registaram-se hoje à tarde na cidade iemenita de Hodeida horas antes da entrada em vigor de um cessar-fogo entre o exército governamental e os rebeldes, que foi acordado com a mediação das Nações Unidas.

Um porta-voz das forças da Resistência Nacional, pró-governamental, disse que os confrontos ocorreram porque os Huthis (rebeldes) tentaram recuperar o controlo de algumas zonas da cidade de Hodeida, no Iémen.

Um residente de Hodeida contou por telefone à agência EFE que é audível o lançamento de artilharia na zona leste da cidade. Abdelkarim Yaber, de 23 anos, adiantou que os habitantes da cidade estão com grande expectativa quanto ao cessar-fogo, que esperam que seja duradouro.

O acordo alcançado quinta-feira entre as delegações do Governo iemenita e dos rebeldes Huthis, após uma semana de consultas na Suécia, incluía um cessar-fogo imediato na cidade portuária de Hodeida, mas, segundo a fonte da ONU que não quis ser identificada, só será aplicado a partir das 00:00 de terça-feira (21:00 de hoje em Lisboa) por razões "operacionais".

O ministro dos Negócios Estrangeiros iemenita, Khaled al-Yemani, afirmou no domingo à noite à televisão oficial do Iémen que o cessar-fogo entraria em vigor na terça-feira à meia-noite.

O enviado das Nações Unidas para o Iémen, Martin Griffiths, tinha apelado no mesmo dia às forças pró-governamentais e aos rebeldes para respeitarem o acordo alcançado na Suécia e aplicarem "imediatamente as (suas) disposições".

"As Nações Unidas estão a trabalhar em estreita colaboração com o Governo do Iémen [e com os rebeldes] para assegurar que as disposições do acordo sejam implementadas de uma forma oportuna e correta", indicou Griffiths na rede social Twitter no domingo.

Na quinta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciou que as partes envolvidas na guerra do Iémen acordaram um cessar-fogo em toda a província de Hodeida e uma retirada de tropas da disputada cidade portuária no mar Vermelho.

A guerra no Iémen já causou pelo menos 16.000 mortos e ameaça de fome até 20.000 pessoas.

Lusa

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