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Marrocos detém nove suspeitos em caso de assassínio de duas turistas escandinavas

As novas detenções elevam para 13 o número de detidos pelo assassínio terrorista das duas turistas escandinavas.

As autoridades marroquinas detiveram esta sexta-feira mais nove suspeitos no caso do ato terrorista de segunda-feira, em que duas turistas escandinavas foram encontradas degoladas numa região montanhosa do sul do país.

Segundo um comunicado do Departamento Central de Investigação Judicial (DCIJ, organismo de elite que dirige a investigação sobre este caso), as detenções foram feitas nas cidades de Marraquexe, Essauira, Chtouka Ait Baha (todas no sul do país) e na cidade setentrional de Tânger.

A detenção destes suspeitos ocorre no contexto das "investigações minuciosas" levadas a cabo pelo DCIJ, sob a supervisão da Procuradoria-Geral competente, com o objetivo de desvendar os motivos e circunstâncias deste crime que as autoridades marroquinas classificaram como um ato terrorista.

As autoridades apreenderam também durante a operação equipamentos eletrónicos, uma espingarda não-autorizada, binóculos, armas brancas, fardas militares e substâncias suspeitas utilizadas no fabrico de explosivos.

As novas detenções elevam para 13 o número de detidos pelo assassínio terrorista das duas turistas escandinavas.

Detidos pouco tempo após o duplo homicídio, os quatro primeiros suspeitos pertencem, segundo a Procuradoria-Geral, a "um grupo extremista" que até agora não foi oficialmente nomeado.

As turistas, a dinamarquesa Louisa Vesterager Jespersen, de 24 anos, e a norueguesa Maren Ueland, de 28, foram encontradas degoladas na passada segunda-feira dentro da sua tenda de campanha, numa zona isolada do vale de Imlil, no alto Atlas, a cerca de 70 quilómetros da cidade de Marraquexe.

Lusa