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Autoridades indonésias querem população longe da costa enquanto avaliam risco de novo tsunami

Antara Foto Agency

A erupção do vulcão Anak Krakatau provocou um deslizamento de terra que criou as ondas de dois e três metros de altura e que demoraram 25 minutos a chegar à costa.

As autoridades indonésias pediram à população que reside na proximidade do vulcão Anak Krakatoa que evite a costa enquanto as erupções e as condições meteorológicas e do mar estão a ser monitorizadas para avaliar riscos de um novo tsunami.

A Agência de Meteorologia, Geofísica e Climatologia pediu às pessoas que se mantivessem a pelo menos 500 metros da costa do estreito de Sunda, onde um tsunami no sábado, provocado pela erupção do mesmo vulcão, causou pelo menos 429 mortos e 154 desaparecidos.

A chefe da agência, Dwikorita Karnawati, alertou que para a possibilidade de se registarem hoje ondas altas e fortes chuvas, num momento em que a parede da cratera do vulcão arrisca ruir.

Numa conferência de imprensa na terça-feira, a responsável disse que o clima e as contínuas erupções "podem causar deslizamentos de terra nos penhascos da cratera para o mar".

"Tememos que isso possa provocar um tsunami", acrescentou Karnawati.A chuva intensa dificultou na terça-feira os trabalhos das equipas de resgate que percorrem o litoral do estreito de Sonda arrasado no sábado por um tsunami, cujo último balanço de vítimas apontava para 429 mortos e 154 desaparecidos.

A violenta erupção do vulcão Anak Krakatau, a cerca de 50 quilómetros mar dentro desde a praia Carita, provocou na noite de sábado um deslizamento de terra que criou as ondas de dois e três metros de altura e que demoraram 25 minutos a chegar à costa.

O tsunami surpreendeu muitos visitantes nas praias deste enclave, promovido como destino turístico pelo Governo.

Lusa

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