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Menor da Guatemala que morreu sob custódia dos EUA tinha gripe

Hannah Mckay

Este foi o segundo menor que morreu em dezembro sob custódia das autoridades norte-americanas.

O menor da Guatemala que morreu sob custódia das autoridades de fronteira dos Estados Unidos na noite de Natal tinha gripe, concluiu a autópsia ao corpo, que não determina se essa foi a causa da morte.

Em comunicado, citado pela agência EFE, o gabinete de medicina legal do estado do Novo México conclui que são necessários mais exames para se determinar a causa da morte de Felipe Gomez Alonzo.

O gabinete, criado pelo parlamento estatal do Novo México em 1972, fez uma autópsia ao corpo do menor, de 8 anos, e realizou exames aos seus pulmões e mucosas que deram "positivo" para a presença do Influenzavirus B, um dos vírus que provocam de la gripe, pode ler-se no comunicado.

O menor morreu às 23:48 (06:48 em Lisboa) do dia 24 de dezembro, segundo o serviço norte-americano de de fronteiras (CBP, na sigla em inglês).

A criança e o pai foram detidos a 18 de dezembro perto da localidade textana cerca de El Paso depois de atravessarem irregularmente a fronteira entre o México e os EUA e transferidos para diferentes centros da CBP.

No dia 24, na localidade de Alamogordo, no estado do Novo México, um agente do serviço de fronteiras reparou que a criança estava a tossir e tinha os "olhos brilhantes", pelo que foi levado para o hospital Gerald Champion Regional.

Os médicos determinaram que o menor tinha um resfriado comun, mas constatando que tinha uma febre de 39,5 graus decidiram deixá-lo 90 minutos em observação, dando-lhe alta de seguida com uma receita de ibuprofeno e amoxicilina.

No entanto, a saúde do menor piorou e começou a sentir náuseas e vómitos, pelo que foi levado de novo para o hospital, onde acabou por morrer.

Este foi o segundo menor que morreu em dezembro sob custódia das autoridades norte-americanas.

A 8 de dezembro, a guatemalteca Jakelin Caal Maquín, de 7 anos, morreu num hospital de El Paso (Texas) depois de cruzar ilegalmente a fronteira mexicana com o seu pai.

O Governo dos EUA tem refutado quaisquer responsabilidades pelas mortes e responsabiliza os traficantes, contrabandistas e os próprios pais por "porem em risco" as vidas dos menores ao empreender a viagem rumo aos Estados Unidos.

Em ambos os casos, as autoridades guatemaltecas pediram aos EUA uma investigação clara às mortes dos menores.

Lusa