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Primeira-ministra do Bangladesh com vitória esmagadora nas legislativas

Anupam Nath/ AP

A aliança partidária Liga Awami de Sheikh Hasina arrecadou 259 dos 300 assentos parlamentares, bem mais do que os 151 necessários para ter maioria absoluta no Parlamento, anunciou a Comissão Eleitoral.

A coligação da primeira-ministra venceu, no domingo, as eleições legislativas no Bangladesh, arrecadando a grande maioria dos assentos parlamentares, numas eleições marcadas pela violência e acusações de fraude por parte da oposição, segundo dados oficiais hoje divulgados.

De acordo com o secretário da Comissão Eleitoral, Helal Uddin Ahmed, a aliança partidária Liga Awami de Sheikh Hasina arrecadou 259 dos 300 assentos parlamentares, bem mais do que os 151 necessários para ter maioria absoluta no Parlamento.

"Gostaria de parabenizar a Liga Awami por esta enorme vitória e, ao mesmo tempo, agradecer aos outros partidos políticos que participaram nas eleições", afirmou o secretário da Comissão Eleitoral.

A oposição já se tinha oposto aos resultados parciais, que apontavam para a vitória de Sheikh Hasina, exigindo a realização de novas eleições.

"Apelamos à comissão eleitoral para que anule imediatamente os resultados", declarou o líder da oposição, Kamal Hossain, aos jornalistas. "Exigimos a realização de novas eleições o quanto antes, por um governo neutro", acrescentou.

Sheikh Hasina, de 71 anos, vence assim a 11.ª eleição desde que o Bangladesh ganhou a independência do Paquistão em 1971, conseguindo, com a vitória no domingo, um quarto mandato de cinco anos, e o terceiro consecutivo desde 2008, um recorde na história do país.

Sheikh Hasina deve a sua popularidade a um período de forte crescimento económico, por ter livrado o país da imagem de nação miserável.

O Bangladesh também acolheu centenas de milhares de rohingyas fugidos da Birmânia.

Contudo, os seus críticos descrevem-na como uma autocrata embrionária que prendeu o seu rival Khaleda Zia e reprimiu dissidentes com prisões em massa de ativistas da oposição, desaparecimentos forçados e leis draconianas que abafam a imprensa.

O processo eleitoral foi marcado por vários episódios de violência: no dia das eleições pelo menos 19 pessoas morreram, a maioria em confrontos entre simpatizantes do partido do poder e apoiantes da oposição, disse a polícia do Bangladesh.

Lusa

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