Mundo

Médium brasileiro constituído arguido em processo sobre crimes de violação

Eraldo Peres

"João de Deus", como era conhecido, é acusado de cometer os abusos durante tratamento espiritual.

O médium brasileiro João de Deus foi quarta-feira constituído arguido num processo sobre denúncias de crimes de violação sexual contra mulheres e jovens menores de idade que terão sido cometidos contra dezenas de mulheres.

A decisão de constituir o médium arguido foi tomada esta quarta-feira pela juíza Rosângela Rodrigues dos Santos.

João de Deus é acusado de cometer os abusos durante tratamento espiritual num centro espírito na Casa Dom Inácio de Loyola, na cidade de Abadiânia, no estado brasileiro de Goiás, onde fazia atendimentos.

O médium, que está preso desde o dia 16 de dezembro, nega as acusações.

Seguidor da doutrina fundada em meados do século XIX pelo francês Allan Kardec, o médium realiza desde 1976 alegadas "curas milagrosas" numa espécie de templo que fundou na cidade de Abadiânia, onde mensalmente chegam milhares de pessoas, muitas delas estrangeiras.

A reputação do médium ultrapassou largamente as fronteiras do Brasil, tendo, em 2012, recebido a visita da então apresentadora de televisão norte-americana Oprah Winfrey.

Os dois últimos Presidentes brasileiros, Lula da Silva e Dilma Rousseff, e o chefe de Estado cessante, Michel Temer, também procuraram as consultas espirituais de João de Deus por questões de saúde.

Lusa

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