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Francês condenado por sobrevoar drone no parlamento de Myanmar

No Myanmar, não é ilegal fazer voar um drone, contudo é necessário solicitar permissões das autoridades locais e existem várias zonas de exclusão.

Um turista francês foi condenado esta quarta-feira em Naypyidaw, capital de Myanmar (antiga Birmânia), a um mês de prisão por fazer sobrevoar o seu drone [aparelho aéreo não tripulado] no parlamento no início deste mês, anunciaram fontes judiciais.

Segundo as agências de notícias internacionais, Michel Desclaux, de 27 anos, foi detido em 7 de fevereiro por ter colocado o aparelho em funcionamento numa das entradas do parlamento, protegido por motivos de segurança, e por ter levado o drone para o país", tendo sido condenado ao abrigo da lei de importação e exportação, que prevê uma pena máxima de três anos de prisão.

"Estamos satisfeitos por a sua boa-fé e o facto de ter importado o 'drone' sem intenção de violar a lei terem sido tidos em conta pelo tribunal", disse o cônsul francês no país, Frédéric Inza, à saída do tribunal.

"Ainda assim, um mês de prisão é muito para um simples turista", lamentou o cônsul, defendendo que as autoridades francesas devem reforçar a informação aos turistas para evitar situações semelhantes, numa altura em que a utilização de 'drones' é cada vez mais comum.

Em 2017, três jornalistas estrangeiros foram detidos e condenados a dois meses de confinamento por fazerem voar um drone durante a gravação de um documentário em Naypyidaw.

No Myanmar, não é ilegal fazer voar um drone, contudo é necessário solicitar permissões das autoridades locais e existem várias zonas de exclusão, como edifícios do Governo ou administrados pelo Exército.

Lusa