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Mariano Rajoy ouvido hoje no julgamento dos independentistas da Catalunha

Francisco Seco

Ex-primeiro-ministro espanhol que contrariou em outubro de 2017 a tentativa de independência na Catalunha presta hoje depoimento como testemunha no julgamento de 12 dirigentes separatistas.

Ballesteros

Mariano Rajoy, atual presidente do Parlamento catalão e vice-primeira-ministra de Mariano Rajoy em tribunal

A audiência ao ex-primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, surge com um dia de atraso às 16:00 (15:00 em Lisboa) de 27 de fevereiro, dia em que também presta testemunho o atual presidente do Parlamento catalão, Roger Torrent, e Soraya Saénz de Santamaría, que era vice-primeira-ministra de Mariano Rajoy.

O ex-chefe do Governo espanhol decidiu, em 27 de outubro de 2017, intervir diretamente na administração da Catalunha, demitindo o executivo regional dirigido por Carles Puigdemont, que atualmente está na Bélgica fugido à justiça espanhola.

O julgamento dos 12 dirigentes independentistas catalães iniciou-se na terça-feira da semana passada e deverá demorar três meses, com a sentença a ser conhecida antes das férias de verão, segundo previsão feita pelo tribunal.

O julgamento está a ser transmitido em direto pela televisão e a ser seguido por mais de 600 jornalistas e 150 meios de comunicação social espanhóis e estrangeiros.

O Ministério Público pediu penas que vão até 25 anos de prisão contra os acusados, por alegados delitos de rebelião, sedição, desvio de fundos e desobediência.

O principal acusado no julgamento dos independentistas catalães, o ex-vice-presidente do governo regional Oriol Junqueras, disse na semana passada em tribunal que se considera um "preso político" que está a ser julgado pelas suas ideias.

No banco dos réus estão também vários ex-membros do antigo executivo regional, a antiga presidente do Parlamento catalão e os dirigentes de duas poderosas associações cívicas

A figura principal da tentativa de independência, o ex-presidente do Governo regional catalão Carles Puigdemont, que fugiu para a Bélgica, é o grande ausente neste processo, visto que Espanha não julga pessoas à revelia em delitos com este grau de gravidade.

Após realizar a 01 de outubro de 2017 um referendo sobre a independência proibido pela justiça, os separatistas catalães proclamaram a 27 de outubro do mesmo ano uma República catalã independente, decisão que levou o executivo de Rajoy a destituir Carles Puigdemont e a dissolver o parlamento regional.

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