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100 mortos, sobretudo mulheres e crianças, no naufrágio no Iraque

ALI ABBAS / EPA

Barco sobrelotado e subida do nível das águas provocaram ontem o naufrágio no rio Tigre.

O balanço do naufrágio de ontem de um barco sobrelotado no rio Tigre perto de Mossul ascendeu a 100, na sua maioria mulheres e crianças.

O incidente resultou da conjunção de dois fatores, a sobrelotação do ferry e o nível mais elevado das águas, explicou à agência France Presse (AFP) um responsável pelos serviços de segurança em Mossul.

Entre as mais de 100 pessoas que estariam dentro do ferry estavam famílias, que atravessavam o rio Tigre para se dirigirem a parques onde tradicionalmente se fazem os piqueniques que assinalam o Noruz, dia feriado no Iraque, e o Dia da Mãe.

O primeiro-ministro, Adel Abdel Mahdi, anunciou o alerta de todos os serviços de saúde e a mobilização de todas as equipas disponíveis em Mossul para as buscas.

Pediu ainda "um relatório de inquérito em 24 horas para determinar as responsabilidades".

A televisão iraquiana divulgou, entretanto, que um tribunal em Mossul deteve nove pessoas que trabalhavam na embarcação e emitiu um mandado de detenção visando o dono da ilha turística onde o ferry ia atracar.

Os acidentes deste tipo são raros no Iraque. O último naufrágio ocorreu em março de 2013, quando um barco restaurante foi ao fundo também no Tigre, mas junto à capital, Bagdad, causando cinco mortos.

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