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Quando o bullying no local de trabalho cheira muito mal

Stefan Wermuth

David Hingst acusa o colega de “soltar gases” junto à sua secretária até seis vezes por dia.

Um australiano colocou o ex-supervisor em tribunal por alegadamente ser vítima de bullying no local de trabalho.

O trabalhador de 56 anos processou a empresa por 1,13 milhões de euros em 2018, afirmando que os incidentes lhe tinham causado “stress extremo”. O Supremo Tribunal australiano do estado de Victoria considerou que a situação não era bullying, decisão da qual David já recorreu.

“Eu estava sentado e ele entrava na divisão, que era pequena e não tinha janelas. Soltava gases atrás de mim e ia-se embora. Repetia isto cinco a seis vezes por dia”, contou David à agência de notícias Australian Associated Press, citada pela BBC.

Na primeira audiência, no ano passado, o ex-supervisor afirmou que não se lembrava destas ocasiões, mas que podia ter acontecido “talvez uma ou duas vezes”. Ainda assim, negou que fosse com “intenção de angustiar ou assediar” o colega.

De acordo com a imprensa australiana, David, que se referia ao supervisor como “Senhor malcheiroso", acredita que os atos de Greg Short faziam parte de uma “conspiração” para que fosse obrigado a sair da empresa de construção.

David Hingst afirma que não recebeu um julgamento justo e acusa o juiz encarregado do caso de ser tendencioso. O Tribunal de Recurso emitirá a sua decisão na sexta-feira.

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