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Dois atores proibidos de exercer no Egito depois de criticarem o Presidente

Amr Waked.

Luke MacGregor

Atores criticaram publicamente o regime.

Dois atores egípcios que vivem fora do país foram proibidos de exercer a sua arte no Egito por "alta traição" após criticarem publicamente o regime do Presidente, Abdel Fattah al-Sisi, anunciou hoje o Sindicato de Atores egípcio.

Segundo o comunicado do Sindicato, Amr Waked e Khaled Abol Naga são acusados de "alta traição contra a nação e o povo egípcio" e de querem prejudicar "a segurança e a estabilidade do Egito". Em declarações à agência de notícias France-Presse (AFP), o presidente do Sindicato, Ashraf Zaki, indicou que "os dois atores não serão mais autorizados a atuar no Egito".

"A decisão proíbe qualquer pessoa de contratá-los", acrescentou Zaki.

Na rede social Twitter, os dois atores criticaram a decisão, que Waked descreve como "política" e Abol Naga como "precipitada".

Conhecidos pelas críticas ao poder egípcio

Os dois artistas, conhecidos pelas suas críticas ao poder egípcio, reuniram-se na segunda-feira com membros do Congresso dos Estados Unidos para discutirem a situação dos direitos humanos no Egito.

Amr Waked e Khaled Abol Naga participaram em vários filmes e séries de televisão no Egito e no estrangeiro.

Desde que o Presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, chegou ao poder, vários opositores, jornalistas e artistas foram presos.

Recentemente, o escritor egípcio Alaa al-Aswani, afirmou ser "acusado num caso militar" pelas suas posições anti-Sisi.

Organizações não-governamentais locais e internacionais acusam regularmente o Egito de violar a repressão de vozes dissidentes e de violar os direitos humanos.

Lusa

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