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Pelo menos 2 palestinianos mortos nas manifestações na fronteira entre Gaza e Israel

Exército israelita em posição junto a Gaza

ATEF SAFADI / EPA

Cerca de 40.000 pessoas protestam hoje na cerca que divide os territórios de Gaza de Israel, em comemoração do primeiro ano da Grande Marcha do Retorno.

Um menor palestiniano morreu ao ser atingido por um disparo do exército israelita, subindo para dois o número de mortos durante os protestos de hoje na fronteira que separa Gaza de Israel, anunciaram fontes médicas palestinianas.

O morto, identificado como Adam O'Marrah, de 17 anos, recebeu um tiro na cabeça, indicaram os serviços de saúde da Meia-Lua Vermelha palestiniana, referindo ainda que cerca de uma centena de pessoas ficaram feridas nos confrontos com as tropas israelitas, dez das quais por tiros.

Outro jovem, de 21 anos, morreu na manhã de hoje depois de ser atingido por tiros das tropas israelitas na noite de sexta-feira, durante os protestos noturno na barreira entre os dois territórios.

No total, cerca de 40.000 pessoas protestam hoje na cerca que divide os territórios de Gaza de Israel, em comemoração do primeiro ano da Grande Marcha do Retorno, que são manifestações semanais naquele local.

Os protestos (da Grande Marcha do Retorno) começaram em 30 de março de 2018 e são oficialmente organizados pela sociedade civil, mas contam com o apoio do movimento radical palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

Os palestinianos exigem o direito a regressar às terras que abandonaram ou de onde foram expulsos aquando da criação do Estado de Israel em 1948 e contestam o rígido bloqueio israelita ao enclave com mais de 10 anos.

Pelo menos 258 palestinianos foram mortos por tiros israelitas no último ano, a grande maioria durante as manifestações junto à barreira de segurança, nas quais milhares participam semana após semana.

Lusa

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