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Justiça investiga rutura de duas barragens no norte do Brasil

As ruturas nas barragens terão ocorrido após as fortes chuvas na quinta-feira. Não há registo de vítimas.

O Ministério Público de Rondônia abriu uma investigação para determinar a responsabilidade sobre a rutura de duas barragens na sexta-feira no distrito de Oriente Novo, em Machadinho do Oeste, noticiou hoje a imprensa brasileira.

O portal de notícias brasileiro G1 referiu que o objetivo do Ministério Público é determinar as responsabilidades e avaliar os danos ambientais causados pelo incidente na área da mineradora MetalMig, que deixou cerca de 100 famílias isoladas.

As ruturas nas barragens terão ocorrido após as fortes chuvas que atingiram esta região do estado de Rondônia, que fica no norte do Brasil, na quinta-feira. Não há registo de vítimas.

No sábado, a procuradora da região de Machadinho, Marlúcia Chianca, solicitou medidas urgentes à secretaria estadual de Desenvolvimento Ambiental (SEDAM), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), e à polícia militar ambiental, e pediu ainda à Agência Nacional de Mineração (ANM) os relatórios de avaliações de segurança das barragens nos últimos anos.

Representantes dos órgãos ambientais fizeram um sobrevoo na região para avaliar os danos e identificar possíveis áreas de contaminação. O Ministério Público orientou a secretaria municipal de Meio Ambiente e a polícia militar ambiental a realizar um levantamento de todas as famílias e áreas prejudicadas.

O gestor ambiental da Metalmig Mineração Industria e Comércio S/A, Renato Plautino, confirmou que as barragens estavam na área de responsabilidade da mineradora, mas disse que estavam inativas há décadas e não eram utilizadas para a decantação dos minérios.

Num comunicado, a mineradora informou que está a colaborar com as autoridades ambientais e sublinhou que "os incidentes ocorridos na região não têm correlação com as barragens da empresa que estão em perfeito e intacto estado de preservação e segurança".

O desastre na barragem de Brumadinho, de propriedade da mineradora Vale, que correu em janeiro último, provocou pelo menos 216 mortos, segundo o último balanço da Defesa Civil de Minas Gerais.

A lama proveniente da rutura da barragem varreu a comunidade local e parte do centro administrativo da empresa mineira Vale, destruindo o refeitório onde se encontrava uma parte dos funcionários.

Após o desastre, a Vale anunciou que ia fechar todas as barragens construídas com o mesmo método da de Brumadinho, ou seja, erguidas a partir do próprio lixo e da terra na área.

A mineradora brasileira já esteve envolvida num outro acidente semelhante, ocorrido numa das minas da sua subsidiária Samarco no estado de Minas Gerais, há três anos, na cidade de Mariana, no qual morreram 19 pessoas.

Lusa

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