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Pequeno Julen morreu devido à queda no poço

DANIEL PEREZ

O menino de 2 anos caiu num poço em Totalán, em Málaga, a 13 de janeiro. O corpo foi encontrado 13 dias depois pelas equipas de resgate.

A criança que caiu num poço em Espanha morreu devido à queda. "A causa da morte foi a extrema velocidade", revelou a autópsia definitiva, que concluiu que Julen morreu às 13:50 de 13 de janeiro, o mesmo dia em que caiu no poço.

Segundo as autoridades, citadas pelo El País, depois de cair no buraco de 25 centímetros de largura e 70 metros de profundidade, o tempo de sobrevivência de Julen "foi curto".

A autópsia foi assinada por quatro médicos e, nas 25 páginas, defendem que a extrema velocidade com que caiu provocou na criança dois traumatismos: um craniano e outro na coluna vertebral. As irregularidades no interior do túnel e a elasticidade óssea de um menino de 2 anos explicam o porquê de Julen não ter apresentado mais fraturas, apesar da grande distância entre a superfície e o fundo do poço.

O jornal espanhol explica ainda que a autópsia descarta a possibilidade de a criança ter morrido devido a um golpe da picareta que os bombeiros usaram durante os primeiros momentos das operações de busca, para eliminar a camada de terra que os separava do menino. Até porque as operações de busca começaram por volta das 17:00, três horas depois de Julen ter morrido.

Esta foi a tese defendida pela defesa do único arguido no caso, David Serrano, o dono do terreno onde estava o poço.

Pais do menino que caiu num poço em Málaga terão sido avisados do perigo

Os pais de Julen, José Rosello e Victoria Garcia

Os pais de Julen, José Rosello e Victoria Garcia

Alex Zea

Numa das sessões em tribunal, o dono da propriedade disse que tinha advertido os pais da criança para os perigos.

David Serrano é suspeito de homicídio por negligência. Em tribunal, confessou que tinha tapado o poço com dois blocos de cimento, como medida de segurança, mas que no dia em que o menino caiu, estes tinham sido deslocados.