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Cientistas conseguem reanimar cérebros de porcos que tinham morrido há 4 horas

Michaela Rehle

Investigação feita nos Estados Unidos da América.

Uma equipa de cientistas norte-americanos conseguiu reanimar cérebros de porcos, quatro horas depois dos animais terem sido abatidos. A descoberta pode trazer uma nova esperança à investigação de doenças como o Alzheimer.

Segundo a BBC, o estudo mostrou que a morte dos tecidos cerebrais podia ser travada e que algumas ligações no cérebro foram restauradas. Contudo, não houve qualquer sinal do cérebro que pode indicar que estava consciente.

Os resultados do estudo desafiam a ideia de que o cérebro entra em total declínio minutos após parar de receber sangue.

A investigação

No total, foram analisados 32 cérebros de porcos, que foram ligados a um sistema feito pela equipa da Universidade de Yale, quatro horas depois dos doadores terem sido abatidos.

O sistema encheu o cérebro com um líquido, que continha sangue sintético para levar oxigénio e medicação para retardar ou reverter a morte das células cerebrais. De acordo com a emissora britânica, os cérebros dos animais receberam o líquido durante seis horas.

O estudo foi publicado na revista académia Nature e mostra a redução da morte das células cerebrais, a restauração dos vasos sanguíneos e alguma atividade cerebral.

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